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Whey protein: saiba quando o suplemento faz mal à saúde

O consumo excessivo do suplemento que é sensação nas academias pode causar efeitos colaterais como acne e pedras nos rins

Por Patricia Orlando 10 nov 2014, 08h33

O suplemento alimentar whey protein é febre entre os frequentadores de academia que querem ganhar massa muscular. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri), existem cerca de 10 000 postos de comércio de suplementos – e o whey protein é responsável por 60% das vendas.

Durante o exercício físico, os músculos sofrem pequenas lesões, que são “curadas” pelas proteínas sintetizadas por células do tecido muscular durante a atividade física. Acredita-se que o consumo de whey protein – elaborado a partir da proteína extraída do soro do leite – acelere esse processo e potencialize o aumento da massa magra.

Quando a proteína entra no corpo, ela é quebrada por enzimas e transformada em partículas menores, os chamados aminoácidos. O organismo necessita de 1 a 1,4 grama de proteína por quilo de peso por dia para desempenhar todas as suas funções e promover o crescimento muscular. Uma quantidade superior a essa, adquirida pela alimentação ou pelo whey protein, não oferece nenhum benefício ao corpo. “O consumo superior de proteína só é necessário para atletas de alta performance, que praticam atividade física muito intensa”, diz Bruno Halpern, endocrinologista e coordenador do Centro de Controle do Peso do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

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Músculo – O whey oferece apenas um tipo de aminoácido, o que não é o ideal para o crescimento muscular. “Num prato de comida, por exemplo, você pode encontrar até onze tipos de aminoácidos. Por isso, a proteína obtida pela alimentação é mais saudável e até melhor para a regeneração muscular do que a do whey”, afirma Claudia Cozer, endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

De acordo com os especialistas ouvidos pelo site de VEJA, o suplemento não deve ser consumido por conta própria, mas prescrito por médicos ou nutricionistas. Em excesso, ele pode causar malefícios ao organismo.

Fontes: Claudia Cozer, endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo; Paulo Correia, fisiologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Bruno Halpern, endocrinologista e coordenador do Centro de Controle do Peso do Hospital 9 de Julho.

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