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‘Salgante’: um possível substituto do sal, mas que merece cuidado

Com fórmula à base de potássio, o produto pode levar a arritmias cardíacas fatais se consumido por pessoas com insuficiência renal – problema comum em um terço dos hipertensos

Por Da Redação
22 nov 2014, 08h50

Um ingrediente que serve para salgar os alimentos, mas não é sal. O produto em questão é o ‘salgante’, vendido há mais de dez anos nos Estados Unidos, e livre de sódio na sua composição. Desde setembro deste ano, é possível encontrá-lo nas prateleiras brasileiras. Um pote de 100 gramas sai por 16,90 reais.

Aprovado no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março deste ano, o ingrediente é formado principalmente de potássio – uma porção de 1,25 gramas (equivalente a 1/4 colher de chá), contém 0,55 g de potássio, de acordo com a Anvisa. Para permitir sua venda nos mercados, o salgante foi avaliado pelo órgão como novo alimento, segundo as resoluções 16/99 e 17/99, por se tratar de uma classe de produto sem regulamentação específica – o que significa que é o único do gênero no país.

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Cuidados – Por não conter sódio, composto que eleva a pressão arterial, o produto é vendido como uma forma alternativa para que hipertensos salguem os alimentos. Porém, estima-se que um terço dos pacientes hipertensos sofra de insuficiência renal. A ingestão em excesso do potássio é perigoso para pessoas com problemas no rim, uma vez que o órgão não consegue eliminar o excedente do mineral pela urina.

“Caso a pessoa tenha insuficiência renal, o potássio pode se acumular no corpo e provocar arritmias cardíacas fatais. Seria trocar um problema pelo outro”, explica Marcelo José de Carvalho Cantarelli, cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, em São Paulo. Apesar do perigo, não há nenhuma contraindicação na embalagem do produto.

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Segundo Cantarelli, antes de incorporar na dieta um alimento rico em potássio como o salgante, é importante consultar um médico para verificar se os rins estão funcionando plenamente.

Pesquisa – Antes de ser aprovado pela Anvisa, o salgante passou por um estudo na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Feito apenas com ratos, foram administrados 70 mg de salgante diários ao longo de dez dias, em cada animal. “Vimos que o consumo do produto não interferiu na pressão arterial dos que eram hipertensos”, diz o pesquisador Afonso Caricati, chefe do laboratório de farmacologia da Unifesp. Contudo, a pesquisa apenas monitorou a pressão arterial e o peso de cada animal. A quantidade de potássio no sangue ou os efeitos na saúde renal e cardíaca não foram mensurados.

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