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Saiba como evitar a ‘Síndrome do Coração Festeiro’

Nas festas de final de ano, pessoas com maior predisposição podem sofrer problemas cardíacos com o consumo exagerado de álcool e comida

Por Da Redação 19 dez 2014, 08h52

Festas de final de ano são momentos para comemorar, beber, comer e se divertir. No entanto, o exagero cometido nessas datas pode ser prejudicial a algumas pessoas, especialmente aquelas com maior tendência a sofrer arritmias cardíacas, ou seja, variações nos batimentos cardíacos que causam sintomas como palpitação, dores no peito e falta de ar.

A fibrilação atrial é um tipo de arritmia cardíaca que costuma aparecer mais em datas festivas. O problema ocorre quando o coração se contrai de maneira irregular, prejudicando o bombeamento do sangue. Em casos mais graves, a condição pode fazer com que o sangue não seja completamente expulso do coração, aumentando o risco de formação de coágulos nos vasos. O perigo da doença está na possibilidade de esses coágulos saírem do local onde foram formados e irem ao cérebro, por exemplo, provocando um AVC.

Em 1987, médicos americanos observaram que a maioria dos pacientes que procuraram atendimento no Natal tinha algo em comum: sintomas associados ao problema. Por esse motivo, passaram a chamar a doença, quando desencadeada nesse contexto, de Holiday Heart Syndrome.

A relação entre datas festivas e problemas cardíacos foi comprovada por um estudo publicado em 2004 na revista científica Circulation. Após analisarem as mortes registradas nos Estados Unidos ao longo de quase três décadas, os pesquisadores concluíram que o número de óbitos causados por problemas cardíacos é 5% maior nos feriados. No ranking das datas com mais mortes decorrentes da doença, o dia 25 de dezembro ocupa a primeira posição, seguido pelos dias 26 de dezembro e 1.º de janeiro.

Causas – No caso específico da fibrilação atrial, sabe-se que os hábitos cultivados nas festas, como comer e beber muito, podem desencadear crises da doença. “Esse é o momento em que as pessoas exageram no consumo de álcool, vão para as festas e comem tudo o que têm direito e passam por emoções variadas”, explica Bruno Valdigem, médico especialista em arritmia cardíaca dos hospitais Albert Einstein e Dante Pazzanese.

De acordo com o cardiologista, pessoas que já têm problemas no coração ou que apresentam tendência a desenvolver um devem ter atenção especial aos exageros festivos. No entanto, as recomendações médicas para o final do ano valem para todos: é preciso procurar não cometer exageros e procurar ajuda médica caso apareça algum sintoma fora do comum.

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