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Produto para alisamento de cabelo é considerado cancerígeno

O formaldeído, presente também em esmalte para unhas e perfumes, tem potencial para causar câncer, segundo o governo americano

Por Da Redação 13 jun 2011, 13h42

O governo americano definiu a substância formaldeído (base do formol), usada em alguns produtos para alisamento de cabelos, esmalte para unhas, perfumes e placas de madeira, como causadora de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classificava a substância como agente cancerígeno desde 2004.

O Departamento de Saúde dos Estados Unidos ainda apontou o estireno, conhecido como benzina de vinil e presente em copos e plásticos de papel, como um potencial causador da doença. Outros sete produtos químicos foram listados como prováveis cancerígenos, entre os quais o ácido aristolóquico, encontrado em plantas usadas em fórmulas contra artrite.

Este foi o segundo alerta relevante sobre produtos potencialmente cancerígenos nesta quinzena. No fim do mês passado, a OMS informou que o uso frequente de telefones celulares pode provocar câncer, devido aos seus campos de radiofrequência eletromagnéticos.

As advertências mais recentes dos EUA estão no 12º relatório preparado por uma equipe de toxicologistas do Instituto Nacional de Saúde, que teve o cuidado de atrasar a divulgação em um mês para antes informar os setores industriais afetados. Assim como as versões anteriores, esta também provocou controvérsia com o Conselho Químico Americano, organização empresarial que rejeitou as conclusões.

Cancerígeno ou não? – A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês) é um braço da OMS responsável por estudar e classificar as substâncias potencialmente cancerígenas em categorias que vão de 1 a 4. Os produtos classificados na categoria 1 são considerados cancerígenos, como amianto, tabaco e também o formaldeído. Essa categoria só é utilizada quando há evidência suficiente para comprovar os malefícios aos humanos. As substâncias na categoria 4 provavelmente não são cancerígenas.

Na categoria 3, o agente não pode ser classificado como cancerígeno. Essa categoria normalmente é utilizada quando as evidências são insuficientes em pesquisas com humanos – ou limitadas em estudos experimentais feitos com animais.

A categoria 2 é dividida em dois subgrupos: A, quando a substância é provavelmente cancerígena; e B, quando o produto é possivelmente cancerígeno. O celular foi colocado na categoria 2B, ao lado da gasolina, por exemplo. Em geral, o IARC enquadra produtos na categoria 2B quando as pesquisas para evidenciar o potencial cancerígeno em humanos são limitadas e também se as evidências do potencial cancerígeno em pesquisas com animais são insuficientes.

(Com Agência Estado)

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