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Pílula prima do Mounjaro promove perda de peso de 12 kg em média, revela estudo

Em fase final de testes clínicos, orforgliprona - um análogo de GLP-1 em comprimido - demonstrou eficácia no emagrecimento e controle da glicemia

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2025, 08h31 • Atualizado em 17 set 2025, 11h04
  • Tudo leva a crer que a próxima medicação para o tratamento da obesidade a ganhar as farmácias mundo afora será a orforgliprona. O remédio pertence à classe dos análogos de GLP-1 de Ozempic e Mounjaro, mas é utilizado via oral diariamente. Na fase final de testes clínicos, ele acaba de demonstrar eficácia e segurança em estudo apresentado na Europa e publicado no renomado periódico médico The New England Journal of Medicine.

    Na pesquisa, apoiada pelo laboratório Eli Lilly, que também desenvolveu a tirzepatida, a pílula experimental foi avaliada entre 3 127 pacientes com obesidade ou sobrepeso, divididos aleatoriamente em um grupo que tomou a medicação e outro que recebeu cápsulas sem o princípio ativo (placebo) – nem os voluntários nem os cientistas sabiam quem usava o quê.

    Foram avaliadas três doses da orforgliprona (6 mg, 12 mg e 36 mg) e, após 72 semanas de estudo, os pesquisadores se debruçaram sobre os resultados. Na dosagem máxima, os pacientes perderam, em média, 12,4 kg (ou 12% do peso corporal). Mas em todas as versões foi atingido o objetivo primário de redução significativa do peso corporal em relação ao placebo.

    Segundo o trabalho, seis em cada dez participantes que tomaram o comprimido em dosagem máxima perderam ao menos 10% do peso e quase 40% chegaram a eliminar 15%. O medicamento também apresentou segurança e benefício do ponto de vista cardiovascular – com melhoras nas taxas de colesterol, triglicérides e pressão arterial.

    Entre os 1 127 pacientes que apresentavam pré-diabetes no início da pesquisa, praticamente 90% atingiram níveis próximos de glicemia normal depois das 72 semanas de acompanhamento – apenas 42% apresentaram esse tipo de resposta no braço do placebo, que foi orientado a ter um estilo de vida mais saudável, como é praxe nos estudos clínicos.

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    Os resultados positivos aumentam as chances de a medicação ser aprovada em um futuro não tão distante. Especula-se que, entre o final deste ano e o início de 2026, a orforgliprona – que ainda vai ganhar nome comercial – será aprovada pela agência regulatória americana, um primeiro passo a ser repetido pelos órgãos competentes mundo afora.

    Por dentro da orforgliprona

    Trata-se de um análogo de GLP-1 em forma de comprimido de uso diário. Ou seja, ele imita um hormônio que regula a saciedade e ajuda a emagrecer e controlar outros fatores associados a doenças metabólicas.

    A medicação foi descoberta por um laboratório chinês e licenciada pela Eli Lilly em 2018. Um dos diferenciais é que pode ser tomada a qualquer hora do dia, independentemente da ingestão de alimentos e água. Os estudos atuais investigam seu potencial no tratamento da obesidade, do diabetes tipo 2 e do sobrepeso associado a outros problemas de saúde.

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    “Esperamos que esse medicamento seja tão eficaz quanto o Mounjaro com a vantagem de ser um comprimido. Ou seja, é mais fácil de tomar e de escalar a produção em comparação com as drogas injetáveis”, disse a VEJA David Ricks, o CEO global da Lilly. 

    Hoje, no mercado, o único análogo de GLP-1 via oral disponível é o Rybelsus, baseado na semaglutida do Ozempic e fabricado pela Novo Nordisk. Um estudo comparando ambas as moléculas deve ser anunciado em paralelo ao congresso europeu de diabetes, em Viena, na Áustria, onde foi apresentada a nova pesquisa com a orforgliprona.

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