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‘Passaporte para a liberdade’, diz Queiroga sobre vacina contra Covid-19

Quarto ministro da Saúde da gestão Bolsonaro ressaltou neste domingo a importância do SUS e da imunização em massa no Brasil

Por Jana Sampaio Atualizado em 20 jun 2021, 13h55 - Publicado em 20 jun 2021, 13h34

Um dia depois de o Brasil bater a triste marca de 500 mil vítimas de Covid-19 e da manifestação que reuniu milhares de pessoas contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou de um projeto de vacinação em massa na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, e afirmou que a imunização é “o passaporte para a liberdade”. No evento, que aconteceu neste domingo, 20, Queiroga prometeu vacinar com as duas doses toda a população adulta do país até o fim deste ano.

“Até o final do ano, toda a população brasileira acima de 18 anos será imunizada contra a Covid-19, com as duas doses da vacina. O passaporte para a nossa liberdade. O passaporte para uma vida nova, para o povo de Paquetá, do Rio de Janeiro e do Brasil”, disse o ministro.

Queiroga, que é médico cardiologista, vacinou alguns moradores da região e ressaltou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Programa Nacional de Imunizações (PNI) na campanha de imunização. “Para enfrentar o vírus, a principal ferramenta é o SUS e a união, no princípio tripartite, da gestão do SUS. A sua eficiência é certeza de que nós haveremos de vencer nosso único inimigo, que é o vírus”, afirmou.

De acordo com o ministro, há três meses no cargo, está em andamento um acordo de tecnologia que permitirá que o Brasil produza imunizantes com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), “resgatando a tradição do nosso país como líder da campanha de vacinação”, destacou Queiroga. “Todos os imunizantes são importantes para nossa campanha de vacinação. Deixo isso bem claro. Todos cumprem seu papel e são úteis para o enfrentamento da Covid-19”.

Fruto de uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e a Prefeitura do Rio, o projeto segue o modelo realizado nas cidades paulistas de Serrana e Botucatu. Ao todo, dos 3.530 moradores maiores de 18 anos, 1.600 pessoas, que ainda não haviam sido imunizadas, devem receber a vacina da Astrazenica/Oxford neste domingo. “Este estudo realizado na ilha de Paquetá mostra o compromisso do Ministério da Saúde com a pesquisa. Nós já sabemos que as vacinas aprovadas pela Anvisa são seguras e eficazes. Mas nós precisamos compreender alguns outros aspectos sobre a efetividade das vacinas”, explicou.

Queiroga é o quarto ministro da gestão Bolsonaro e substituiu o General do Exército Eduardo Pazuello, que comandou a pasta de 15 de maio de 2020 a 15 de março de 2021, após pressões internas de parlamentares do centrão.  Antes dele, os médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, os dois primeiros ministros da gestão Bolsonaro, deixaram o cargo por discordarem da maneira com que o presidente queria atuar na pandemia. Queiroga, que já prestou dois depoimentos à CPI da Pandemia no Senado e costuma defender o uso de máscara e o distanciamento, ao contrário do presidente Jair Bolsonaro, foi incluído na lista de investigados pela comissão anunciada na última sexta-feira 18.

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