Receba 4 Revistas em casa por 32,90/mês

Os alimentos que devem dominar a dieta nos EUA, segundo nova diretriz

Documento com as diretrizes alimentares foi divulgado pela Casa Branca; meta é reduzir gastos em saúde

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jan 2026, 10h00 | Atualizado em 8 jan 2026, 10h18

Pensar em comida dos Estados Unidos remete a hambúrgueres, batatas fritas, grandes pacotes de salgadinhos e fast food; é inegável. Nesta quarta-feira, 7, no entanto, a Casa Branca divulgou a nova Diretriz Alimentar que propõe uma reformulação nos padrões e adesão à dieta preconizada por médicos e entidades internacionais, caso da Organização Mundial da Saúde (OMS). O mote é escolher “comida de verdade”, ou seja, colocar frutas, legumes, verduras, cereais integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis na alimentação, cortando os ultraprocessados e carboidratos refinados.

Um site foi criado para apresentar o guia alimentar que, em muitos pontos, tem semelhanças com o Guia Alimentar para a População Brasileira, cuja primeira edição foi publicada em 2006, pelo reforço ao consumo de alimentos in natura e minimamente processados. A diferença é que foca em proteínas como principais alimentos, enquanto o guia brasileiro sugere que os produtos de origem vegetal devem ser a base da alimentação.

“Durante décadas, as Diretrizes Alimentares priorizaram os interesses corporativos em detrimento do bom senso e de recomendações científicas para melhorar a saúde dos americanos. Isso termina hoje”, diz trecho do comunicado à imprensa. “As novas diretrizes alimentares recomendam priorizar proteínas de alta qualidade, gorduras saudáveis, frutas, verduras e grãos integrais – e evitar alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados”, completa.

Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês), as diretrizes pautam os programas federais de alimentação e a proposta é de replicar os padrões alimentares recomendados em escolas e órgãos militares e de veteranos.

O departamento, comandado pelo secretário Robert F. Kennedy Jr., diz que as recomendações podem ser seguidas de acordo com as preferências, necessidades e renda da população.

Continua após a publicidade

“Por exemplo, em proteínas, opções como frango, carne de porco, feijão e leguminosas; uma maior variedade de laticínios, em todas as faixas de preço, incluindo leite integral e produtos lácteos com alto teor de gordura; frutas e vegetais frescos, congelados, secos e enlatados, de beterraba a morango, cenoura a maçã; e grãos integrais”, diz o comunicado.

A justificativa para a mudança de padrão, que prega a redução do consumo de carboidratos, açúcar adicionado, sódio em excesso e aditivos químicos, é melhorar a saúde da população e diminuir a incidência de doenças crônicas.

“Os Estados Unidos enfrentam as mais altas taxas de obesidade e diabetes tipo 2 no mundo desenvolvido. Um terço dos adolescentes sofre de pré-diabetes, 20% das crianças e adolescentes têm obesidade e 18,5% dos adultos jovens têm doença hepática gordurosa não alcoólica”, informa o departamento, que citou ainda questões orçamentárias. “Esta nova diretriz reduzirá drasticamente as doenças crônicas — e os custos com saúde, e 90% dos gastos com saúde nos EUA são destinados a pessoas com doenças crônicas. “

Continua após a publicidade

Em nota, a Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) elogiou a iniciativa, mas fez ponderações.

“Estamos preocupados com o fato de que as recomendações sobre o uso de sal para temperar e o consumo de carne vermelha possam, inadvertidamente, levar os consumidores a exceder os limites recomendados de sódio e gorduras saturadas, que são os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.” Também destacou a importância de optar por laticínios com baixo teor de gordura.

“O grande astro dessa história foi o conceito de abolir ou minimizar ao máximo o consumo de alimentos ultraprocessados, extremamente industrializados e que utilizam aqueles cosméticos alimentares, uma classificação que tem sido divulgada no Brasil há muitos anos e o consumo das comidas de verdade”, afirmou Cynthia Valério, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

Continua após a publicidade

Crítica ao governo Biden

No anúncio sobre a nova diretriz, o HHS afirmou que no passado, o governo “recomendou e incentivou o consumo de alimentos ultraprocessados e de baixa qualidade” e criticou a gestão do antecessor, o ex-presidente Joe Biden, que priorizou a equidade em saúde ao rever a proposta nutricional.

“O objetivo das nossas Diretrizes Alimentares é fazer recomendações sobre nutrição ideal para educar os americanos e influenciar os programas federais de compras”, diz.

Essa visão, no entanto, desconsidera as desigualdades sociais presentes no país e demanda mudanças que podem envolver alterações nos rótulos e taxação dos produtos ultraprocessados.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).