Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

OMS debate declaração de emergência internacional para varíola dos macacos

Reunião fechada com Comitê de Emergência é realizada nesta quinta-feira para definir se doença entrará para o nível mais alto de alerta da entidade

Por Paula Felix Atualizado em 23 jun 2022, 15h16 - Publicado em 23 jun 2022, 15h04

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e membros do Comitê de Emergência da entidade debatem nesta quinta-feira, 23, se a varíola dos macacos (monkeypox, em inglês) terá seu status elevado a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês), nível mais alto de alerta da OMS para uma doença em circulação. A entidade informou que o resultado da discussão deve ser apresentado “nos dias seguintes à reunião”.

O encontro foi convocado por Ghebreyesus na semana passada por causa do surto em curso em países da Europa e da América do Norte, além de episódios da zoonose que pode infectar humanos em outras partes do mundo. Ele afirmou, em anúncio nas redes sociais, que a disseminação da doença é “claramente incomum e preocupante”. Entre membros e consultores do comitê, são 24 participantes de países como Suíça, Estados Unidos, Tailândia, Japão, Nigéria, Canadá e Brasil.

A Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional é uma das medidas previstas pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI), estabelecido em 2005, que tem como foco “ajudar a comunidade internacional a prevenir e responder a graves riscos de saúde pública que têm o potencial de atravessar fronteiras e ameaçar pessoas em todo o mundo”.

Com a declaração, as ações dos países passam a ser coordenadas para evitar que a doença se espalhe ainda mais e cause impactos para as populações e sistemas de saúde.

Até o momento, a emergência foi declarada seis vezes: na pandemia de gripe H1N1 (2009), nos surtos de Ebola (na África Ocidental 2013-2015 e na República Democrática do Congo 2018-2020), poliomielite (2014), Zika vírus (2016) e Covid-19 (2020), de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

Continua após a publicidade

No último balanço da OMS, com dados até 15 de junho, havia 2.103 casos confirmados em laboratório e um caso provável, incluindo uma morte, de varíola dos macacos em 42 países. Até então, a entidade fazia uma divisão entre países onde a doença circula de forma endêmica e os não endêmicos, mas decidiu unificar as informações para “refletir a resposta unificada necessária”. De acordo com o boletim, o risco de saúde pública em nível global é considerado moderado e é este o ponto discutido pela reunião.

No discurso de abertura da reunião com o comitê nesta quinta-feira, o diretor-geral da OMS informou que mais de 3,2 mil casos da doença foram confirmados em 48 países.

“O objetivo da OMS é apoiar os países a conter a transmissão e interromper o surto com ferramentas de saúde pública testadas e comprovadas, incluindo vigilância, rastreamento de contatos e isolamento de pacientes infectados”, disse Ghebreyesus.

Descoberta em 1958, a varíola dos macacos recebeu este nome por ter sido observada pela primeira vez em primatas utilizados em pesquisa. Ela circula principalmente entre roedores e humanos podem se infectar com o consumo da carne, contato com animais mortos ou ferimentos causados por eles.

Entre os sintomas, estão: febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A erupção cutânea começa geralmente no rosto e, depois, se espalha para outras partes do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença é endêmica em países da África central e ocidental, como República Democrática do Congo e Nigéria.

Análises preliminares sobre os primeiros casos do atual surto na Europa e na América do Norte demonstraram que o vírus foi detectado por serviços de cuidados primários ou de saúde sexual e os principais pacientes eram homens que fazem sexo com homens. No entanto, a OMS já alertou que esta não é uma doença que afeta grupos específicos e que qualquer pessoa pode contraí-la se tiver contato próximo com alguém infectado.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)