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OMS convoca nova reunião com Comitê de Emergência sobre monkeypox

No mês passado, grupo discutiu se status de varíola dos macacos seria elevado ao nível mais alto de alerta, mas decidiu que ainda não era necessário

Por Paula Felix Atualizado em 13 jul 2022, 16h52 - Publicado em 6 jul 2022, 17h54

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta quarta-feira, 6, que uma nova reunião com membros do Comitê de Emergência da entidade foi convocada para debater a situação do surto de varíola dos macacos (monkeypox, em inglês). No mês passado, o grupo discutiu se o status seria elevado a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês), nível mais alto de alerta da OMS para uma doença em circulação, mas decidiu que não havia necessidade de mudança naquele momento.

Ghebreyesus informou que a reunião deve ser realizada na semana do dia 18 deste mês, mas que pode ser antecipada se for necessário. No encontro, serão apresentados dados epidemiológicos atualizados, a evolução do surto e a implementação de medidas de contenção da zoonose viral. Segundo ele, foram registrados mais de 6 mil casos em 58 países. No Brasil, há 80 casos confirmados, de acordo com o Ministério da Saúde.

“Eu continuo preocupado com a escala e a propagação do vírus ao redor do mundo. A Europa é o atual epicentro deste surto, registrando mais de 80% dos casos, mas, na África, casos estão aparecendo em países que não eram afetados antes e o número de casos registrados estão batendo recordes em locais que já tinham experiência prévia com o vírus”, declarou.

A Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional é uma das medidas previstas pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI), estabelecido em 2005, que tem como foco “ajudar a comunidade internacional a prevenir e responder a graves riscos de saúde pública que têm o potencial de atravessar fronteiras e ameaçar pessoas em todo o mundo”. Com a declaração, as ações dos países passam a ser coordenadas para evitar que a doença se espalhe ainda mais e cause impactos para as populações e sistemas de saúde.

Até o momento, a emergência foi declarada seis vezes: na pandemia de gripe H1N1 (2009), nos surtos de Ebola (na África Ocidental 2013-2015 e na República Democrática do Congo 2018-2020), poliomielite (2014), Zika vírus (2016) e Covid-19 (2020), de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

Varíola dos macacos

Descoberta em 1958, a varíola dos macacos recebeu este nome por ter sido observada pela primeira vez em primatas utilizados em pesquisa. Ela circula principalmente entre roedores e humanos podem se infectar com o consumo da carne, contato com animais mortos ou ferimentos causados por eles.

Entre os sintomas, estão: febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A erupção cutânea começa geralmente no rosto e, depois, se espalha para outras partes do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença é endêmica em países da África central e ocidental, como República Democrática do Congo e Nigéria.

Análises preliminares sobre os primeiros casos do atual surto na Europa e na América do Norte demonstraram que o vírus foi detectado por serviços de cuidados primários ou de saúde sexual e os principais pacientes eram homens que fazem sexo com homens. No entanto, a OMS já alertou que esta não é uma doença que afeta grupos específicos e que qualquer pessoa pode contraí-la se tiver contato próximo com alguém infectado.

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