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Mpox: número de casos aumenta e chega a 129; saiba quem está em maior risco

Crescimento foi de 46,5% em relação ao último balanço do Ministério da Saúde; outros 570 episódios da doença estão em investigação

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 mar 2026, 13h05 • Atualizado em 9 mar 2026, 13h22
  • O número de casos de mpox, zoonose viral que já foi chamada de varíola dos macacos e monkeypox, aumentou 46,5% no balanço divulgado pelo Ministério da Saúde com dados até 3 de março em relação ao levantamento publicado em 24 de fevereiro. Assim, o Brasil chega a 129 casos confirmados, ante 88 do último compilado, além de sete casos prováveis e 570 suspeitos.

    De acordo com o painel epidemiológico do ministério, nenhuma morte foi registrada neste ano. O estado de São Paulo lidera o ranking de infecções com 86 casos, seguido por Rio de Janeiro (19 casos), Rondônia (dez casos), Minas Gerais (sete casos), Rio Grande do Sul (três casos) e Paraná (dois casos). No Ceará, Distrito Federal, Goiás, Pará, Santa Catarina e Sergipe, houve o registro de um caso.

    Em entrevista a VEJA na semana passada, o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do departamento de infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), já tinha estimado que o número de episódios poderia ter alta em relação ao balanço fechado em fevereiro.

    “É importante contextualizar que foi no período pré-carnaval, que teve várias situações de encontros, festas e situações de contato entre pessoas. É possível que a gente ainda veja um crescimento desses casos nas próximas duas ou três semanas. Por isso, a importância da busca ativa por diagnóstico”, declarou.

    Embora a mpox não seja uma doença que afeta grupos específicos, por ser uma condição que pode ser contraída a partir do contato com as erupções que aparecem na pele e secreções, bem como objetos contaminados (toalhas e talheres, por exemplo), os dados apontam para um perfil que concentra os casos.

    A faixa etária mais afetada vai dos 30 aos 39 anos — com idade média de 33 anos — e os pacientes são principalmente do sexo masculino (77%). Em relação ao comportamento sexual, 65% são homens que fazem sexo com outros homens, segundo as informações catalogadas pelo Ministério da Saúde.

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    Para Naime Barbosa, medidas adotadas para conter a circulação do vírus no período mais crítico de circulação da doença precisam ser retomadas.

    “O vírus continua com circulação endêmica desde 2022, nunca houve uma interrupção e, agora, temos uma circulação mais intensa, mas não é um surto explosivo. As populações de maior risco, que a gente sabe que são principalmente homens que fazem sexo com outros homens, têm de ficar em alerta, porque essa foi uma resposta essencial quando tivemos a emergência em saúde pública”, explica.

    O infectologista apresenta as principais recomendações. “O distanciamento e o isolamento dos casos suspeitos foram muito importantes para o controle. As ONGs que trabalham com a questão LGBTQI+ agiram de forma intensiva fazendo a comunicação entre seus pares e, com isso, conseguimos diminuir radicalmente o número de casos, o que precisa acontecer agora novamente.”

    Para isso ocorrer, é necessário que as pessoas busquem ajuda médica ao perceber os sintomas para receber o diagnóstico.

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    Sintomas da mpox

    O período de incubação da mpox costuma durar entre três e 16 dias, atingindo até 21 dias. Então, aparecem os primeiros sintomas. Muitos pacientes apresentam febre e calafrios. Esse tipo de mal-estar é parecido com quadros de gripe e outras infecções por vírus.

    As demais manifestações também seguem esse padrão. É comum haver relatos de dores no corpo e na cabeça. Podem estar presentes ainda episódios de fraqueza.

    A situação passa a chamar atenção por volta de três dias depois, quando as erupções na pele, principalmente no rosto, palma das mãos e planta dos pés se manifestam. Este é o sintoma mais conhecido e que faz acender o alerta das pessoas infectadas. De acordo com o Ministério da Saúde, as lesões também podem aparecer na boca, região dos olhos, órgãos genitais e no ânus.

    Vale prestar atenção também se os linfonodos ficarem inchados — as populares ínguas –, especialmente nas regiões do pescoço e da virilha.

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    Pessoas imunossuprimidas e que vivem com o HIV devem buscar atendimento médico, porque, em casos mais graves, a doença pode matar. Como outras infecções virais, não há tratamento específico para mpox, apenas o manejo dos sintomas.

    Entenda a mpox

    Descoberta em 1958, a mpox chegou a ser chamada de varíola dos macacos por ter sido observada pela primeira vez em primatas utilizados em pesquisa. Ela circula principalmente entre roedores, e humanos podem se infectar com o consumo da carne, contato com animais mortos ou ferimentos causados por eles.

    Entre os sintomas, febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A erupção cutânea começa geralmente no rosto e, depois, se espalha para outras partes do corpo, principalmente as mãos e os pés.

    arte Mpox

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