Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Limitar tempo de tela durante a noite pode melhorar o sono de jovens

Jovens que passam mais de quatro horas por dia utilizando dispositivos eletrônicos demoram, em média, 30 minutos a mais para dormir

Por Redação 20 Maio 2019, 16h15

Encontrar um adolescente que não tenham um smartphone é algo raro. Para esse grupo, o uso de dispositivos eletrônicos acontece em quase todos os momentos do dia, inclusive antes de dormir. No entanto, a luz azul emitida pela tela ao longo da noite pode trazer sérios prejuízos para o sono. Por causa disso, especialistas aconselham que o tempo gasto diante das telas deve ser limitado nas horas que antecedem a ida para a cama. Segundo novo estudo, a simples redução do tempo de exposição à luz azul durante a noite pode melhorar a qualidade de sono e diminuir os sintomas de fadiga, falta de concentração e alterações de humor que acompanham a perda do sono. Aliás, esses resultados já podem ser vistos em apenas uma semana.

A pesquisa, apresentada na reunião anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia (ESE, na sigla em inglês), descobriu que adolescentes que passam mais de quatro horas por dia utilizando dispositivos eletrônicos demoram, em média, 30 minutos a mais para dormir e também para acordar no dia seguinte. Isso acontece porque a luz azul emitida pelas telas de celulares, tablets e computadores interfere no funcionamento do relógio biológico, responsável pela produção de melatonina – hormônio responsável pelo sono. 

No entanto, aqueles que passam menos tempo expostos à luz azul, especialmente à noite, dormem por um período maior. Eles conseguem adormecer até 20 minutos mais cedo. “Adolescentes passam cada vez mais tempo nesses aparelhos e as queixas de sono nessa faixa etária são frequentes. É provável que essas queixas sejam parcialmente causadas pela luz azul. Mas esse efeito no sono pode ser facilmente revertido minimizando o uso da tela à noite”, explicou Dirk Jan Stenvers, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, ao The Guardian.

Os cientistas ainda revelaram que a utilização de óculos com lentes que protegem contra a luz azul pode exercer efeito similar sobre o sono dos adolescentes.

Continua após a publicidade

Menos tela, mais sono

Para chegar a esta conclusão, a equipe do Centro Médico Acadêmico da Universidade de Amsterdã, na Holanda, avaliou os efeitos do bloqueio da luz azul nos padrões de sono de 25 participantes através de dois métodos: o primeiro, com 20 minutos de redução do tempo de exposição às telas antes de dormir; e o segundo, com o uso de óculos para filtragem da luz azul durante a noite. Esses óculos se assemelham a um par de óculos de sol convencional, mas sua função é filtrar apenas a luz emitida pelos dispositivos eletrônicos.

Os resultados mostraram que, em apenas um semana, ambos os métodos resultaram em início do sono 20 minutos mais cedo, assim como o acordar no dia seguinte. O estudo ainda mostrou que a utilização dos óculos foi capaz de reduzir sintomas que acompanham a má qualidade do sono, como falta de concentração, fadiga e mau humor.

Luz azul

Os pesquisadores destacaram que dispositivos que filtram luz azul – como os óculos utilizados na pesquisa – ajudam a neutralizar diversos problemas causados ​​pelo excesso de exposição à luz azul, incluindo a produção de um produto químico tóxico que mata as células sensíveis à luz presentes nos olhos. Entretanto, como eles ainda não estão amplamente disponíveis para compra, a redução do tempo de tela é a alternativa mais acertada para proteger os adolescentes.

A diminuição da exposição também pode evitar outros riscos de saúde relacionados ao sono. “Os distúrbios do sono começam com sintomas menores, mas a longo prazo sabemos que estão associados ao aumento do risco de obesidade, diabetes e doenças cardíacas. Se pudermos introduzir medidas simples para resolver esta questão, podemos evitar maiores problemas de saúde no futuro”, disse Stenvers ao The Telegraph

Apesar dos resultados interessantes, especialistas alertaram para a necessidade de mais pesquisas sobre o tema, já que o estudo foi pequeno, de curta duração e não demonstrou uma relação causal entre evitar a luz azul e a melhora na qualidade do sono.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)