Oferta hexa: Assine por apenas 7,99

Lichia pode matar, afinal? Entenda a polêmica

Um estudo recente associou a morte de centenas de crianças na Índia com o consumo de lichia. Entenda quando a fruta pode fazer mal e até matar

Por Giulia Vidale Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 fev 2017, 18h28 | Atualizado em 4 jun 2024, 20h07
Lichia pode matar, afinal? Entenda a polêmica Priorizar nos meus resultados Google

Recentemente, a morte de centenas de crianças na Índia foi associada ao consumo de lichia. Segundo o estudo, publicado na revista científica The Lancet, a condição, que provoca convulsão, perda de consciência e pode levar ao óbito, é causada pela ingestão da fruta quando a criança está de estômago vazio. Mas, a lichia seria capaz de fazer mal? De acordo com a nutricionista Gisele Paiva, sim. Mas em condições extremas.

“A lichia tem uma substância chamada hipoglicina, que altera o metabolismo da glicose pelo corpo e faz com que os níveis de glicose no sangue caiam. Mas isso só vai ser um problema se os níveis de glicose já estiverem muito baixos e se você comer uma quantidade muito grande de lichia. Caso contrário, não há razão para se preocupar.”, explica Gisele, nutricionista da Clínica DrummonDermato. 

Esse foi o caso das crianças na Índia. Segundo o estudo, a maioria das vítimas vivia em uma área pobre na região que é a maior produtora de lichia do país. As crianças que não estavam em boas condições nutricionais e já apresentavam baixos níveis de açúcar no sangue por não terem se alimentado nas últimas horas, comiam as frutas – provavelmente em grande quantidade – que caíram dos pés nas plantações.

[abril-veja-tambem]W3smI3gyMjtpZCYjeDIyOzoxODQ1NTM0LCYjeDIyO3RpdGxlJiN4MjI7OiYjeDIyO1Blc3F1aXNhZG9yZXMgdGVudGFtIGRlY2lmcmFyICYjeDIwMTg7ZG9lbiYjeEU3O2EgbWlzdGVyaW9zYSYjeDIwMTk7IGRhIEJhaGlhJiN4MjI7fSx7JiN4MjI7aWQmI3gyMjs6NzA5MjEsJiN4MjI7dGl0bGUmI3gyMjs6JiN4MjI7Q2hpYSwgbGluaGEmI3hFNzthIGUgcXVpbm9hOiBvIGNhcmQmI3hFMTtwaW8gJiN4MjAxODttaWxhZ3Jvc28mI3gyMDE5OyBkbyBlbWFncmVjaW1lbnRvJiN4MjI7fSx7JiN4MjI7aWQmI3gyMjs6NzQ5NDQsJiN4MjI7dGl0bGUmI3gyMjs6JiN4MjI7RG9lbiYjeEU3O2EgZGVzY29uaGVjaWRhIGomI3hFMTsgbWF0b3UgMjQgY3JpYW4mI3hFNzthcyBuYSAmI3hDRDtuZGlhJiN4MjI7fV0=[/abril-veja-tambem]

De acordo com os relatos dos familiares, as crianças acordavam no meio da madrugada gritando, antes de sofrer convulsões e perder a consciência em função de inchaço no cérebro.

Continua após a publicidade

“A glicose é o nutriente mais importante do cérebro. A falta dele provoca fraqueza excessiva, tontura, perda de memória, sonolência e, quando atinge um nível muito baixo, pode levar à morte.”, diz Gisele.

Desde que os médicos passaram a recomendar que os moradores não deixem as crianças ficarem muitas horas sem se alimentar e restrinjam a quantidade de lichias consumidas por dia, o número de mortes começou a cair.

Surto no Caribe

Os pesquisadores que investigaram o caso também descobriram uma associação entre os pacientes indianos internados entre maio e julho de 2014 e um surto de uma doença que também provocava convulsão e inchaço do cérebro em crianças no Caribe. O surto caribenho foi provocado pela ackee, fruta parente do guaraná que contêm hipoglicina, substância que impede a produção de glicose – e também é encontrada na lichia.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
OFERTA CAMPEÂ

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00) + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).