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Exame de sangue pode indicar melhor tratamento para parar de fumar

Estudo indica que taxa de metabolização da nicotina influencia na aderência do tabagista aos tratamentos para abandonar o cigarro

A escolha do melhor tratamento para um tabagista parar de fumar depende da velocidade em que a nicotina é metabolizada no seu organismo. A constatação é de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira no periódico The Lancet Respiratory Medicine. Todo ano, cerca de 6 milhões de pessoas morrem em decorrência de doenças causadas pelo tabagismo.

“Quase 65% dos fumantes que tentam largar o cigarro retomam o vício na primeira semana de tentativa. Nossos resultados mostram que fazer o tratamento baseado na velocidade de metabolização da nicotina pode levar à escolha de um tratamento mais adequado”, afirma Caryn Lerman, professora na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e coautora do estudo.

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Participaram da pesquisa 1 246 fumantes que queriam abandonar o tabagismo. Os pesquisadores mediram a taxa de metabolização da nicotina dos voluntários por meio de um exame de sangue, e dividiram os participantes em dois grupos. Um grupo tomou uma pílula de placebo e usou adesivos com nicotina e outro ingeriu a droga varenicilina (Champix, no nome comercial) e usou um adesivo placebo. Nos dois casos, o tratamento durou onze semanas. Os voluntários receberam atendimento psicológico e foram monitorados por um ano após o fim do estudo.

Tratamentos – A pesquisa identificou que aqueles que tinham um metabolismo de nicotina normal, cerca de 60% dos indivíduos, fumavam mais e apresentavam maiores dificuldades para deixar o vício. Para eles, a droga vareniclina foi duas vezes mais eficiente que o adesivo. Os tabagistas que apresentaram uma baixa taxa de metabolização da substância exibiram melhores resultados com o uso de adesivos com nicotina.

“Um exame de sangue rápido para medir a taxa em que a nicotina é metabolizada poderia ser desenvolvido e inserido na prática clínica para aconselhar o melhor tratamento para o fumante”, diz Rachel Tyndale, coautora da pesquisa e pesquisadora da Universidade de Toronto, no Canadá.

(Da redação de VEJA.com)