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Em busca do orgasmo: saiba como choques elétricos podem ajudar

Segundo um novo estudo, pequenos choques no tornozelo são mais eficientes que preliminares para ajudar as mulheres a chegarem ao orgasmo

Por Da Redação Atualizado em 21 fev 2018, 21h09 - Publicado em 21 fev 2018, 20h37

Pesquisadores americanos descobriram um tratamento que pode ser um inesperado aliado da vida sexual feminina: pequenos choques no tornozelo. Segundo cientistas da Universidade Michigan, nos Estados Unidos, o envio de sinais elétricos do pé para a base da coluna pode aumentar o desejo sexual das mulheres ao aumentar o fluxo sanguíneo na região íntima. As informações são do site britânico Daily Mail.

  • Como funciona

    O procedimento funciona da seguinte forma: uma agulha fina é inserida nos tornozelos das mulheres, por onde é descarregada uma corrente elétrica.  O impulso passa pelo nervo tibial, que corre para o fundo da coluna vertebral. Em teoria, isso irá melhorar o suprimento de sangue para as áreas íntimas das mulheres, impulsionando seu desejo sexual em menos de 30 minutos.

    Esse “benefício” foi observado em mulheres que sofriam de incontinência urinária e estudos ainda estão em andamento para consolidar o uso do técnica como um tratamento para aumentar a libido feminina. Mas, se a estratégia se comprovar, os cientistas esperam que conduza ao desenvolvimento de uma alternativa mais barata à medicação.

    “Se a estimulação for repetida ao longo de três meses, isso pode levar a um melhor fluxo sanguíneo e conexões nervosas para a vagina, o que melhoraria os sintomas do distúrbio da excitação genital”, explica Tim Bruns, líder do estudo.

    Hormônio do beijo

    A novidade veio pouco tempo depois do anúncio de outra estratégia promissora para o aumento da libido feminina. Em janeiro, uma pesquisa da Universidade de Lieja, na Bélgica, sugeriu que um químico cerebral que alimenta o desejo sexual, conhecido como hormônio do beijo, poderia ajudar as mulheres a alcançar melhores orgasmos. Anteriormente, a ‘kisspeptina’, nome do hormônio, foi associada à puberdade e à fertilidade.

    O hormônio seria uma opção para mulheres que sofrem de movimentos sexuais extremamente baixos ou transtorno do desejo sexual hipoativo (HSDD, na sigla em inglês). Atualmente, a testosterona é usada com esse fim, mas seu uso pode causar efeitos colaterais “masculinos”, como pelo na face e voz mais grossa. Por outro lado, as possíveis complicações da kisspeptina ainda não são claras.

    “Não há bons tratamentos disponíveis para mulheres que sofrem de baixa vontade sexual. A descoberta de que a kisspeptina controla a atração e o desejo sexual abre novas e excitantes possibilidades para o desenvolvimento de tratamentos para baixo desejo sexual”, diz Julie Bakker, autor do estudo.

  • Perda de libido

    A perda de libido é a redução do desejo sexual . Pesquisas anteriores sugerem que o problema afeta quase metade de todas as mulheres em algum momento de suas vidas. Na maioria das vezes está associado a problemas de relacionamento, stress ou cansaço, mas também pode indicar um problema de saúde subjacente.

    Já o transtorno do desejo sexual hipoativo é uma disfunção sexual caracterizada pela deficiência ou a ausência persistente ou recorrente de desejo ou fantasia sexual para a atividade sexual, o que causa sofrimento e dificuldades interpessoais. Acredita-se que o transtorno afete até 40% das mulheres em algum momento de suas vidas nos Estados Unidos e no Reino Unido. Mas 15% delas sofrem continuamente do problema.

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