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Covid-19: variante do coronavírus é até 74% mais contagiosa, diz estudo

Ainda não há, porém, qualquer indicação de que o vírus seja mais grave ou mais letal após a mutação

Por Mariana Rosário Atualizado em 23 mar 2021, 10h12 - Publicado em 24 dez 2020, 17h23

A nova variante da Covid-19 é “entre 50% e 74%” mais contagiosa, afirmou um estudo médico divulgado nesta quinta-feira, 24.

“De acordo com os dados preliminares disponíveis”, a variante da Sars-Cov-2, suspeita de ter causado o grande aumento no número de casos no sudeste da Inglaterra nas últimas semanas, “poderia ser entre 50% e 74% a mais contagiosa”, informou o biólogo Nick Davies, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM), um dos autores.

A estimativa, divulgada ainda não confirmada por nenhuma revista científica, coincide com a de “50% a 70%” informada na segunda-feira em entrevista coletiva por cientistas que assessoram o governo britânico.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, falou no fim de semana passado sobre uma transmissão 70% maior, e as autoridades britânicas informaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) que a nova cepa é entre 40% e 70% mais transmissível.

Detectada pela primeira vez em setembro no Reino Unido, esta variante chamada VOC 202012/01 carrega 22 mutações no genoma da Covid-19.

Uma delas afeta a proteína spike do coronavírus, com a qual o vírus se agarra às células humanas para penetrá-las, facilitando as contaminações. Os pesquisadores do LSHTM “não encontraram elementos no momento que indiquem que as pessoas infectadas com esta mutação têm um risco maior de serem hospitalizados ou morrer”.

Vacinas

Em relação às vacinas, ainda não há qualquer tipo de evidência de que a alteração invalide eficácias ou comprometam campanhas de imunização em 2021. Isso porque a parte alterada nestas mutações é diminuta, não chegando a alterar uma parte relevante do vírus. Em resumo, outras partes da proteína viral poderão ser detectadas pela ação do imunizante. O governo do Reino Unido também afirmou que não existe qualquer evidência que a vacina da Pfizer/BioNTech — que já é aplicada no país — seja invalidada pela mudança. O governo esclareceu que o laboratório estuda essa alteração para apresentar maiores esclarecimentos.

A variação, no entanto, acende um alerta sobre a necessidade de aceleração dos processos de vacinação ao redor do mundo. Isso porque quanto mais rapidamente a transmissão for freada pelo antígeno, por um menor número de mutações o vírus passará, pois terá menos pessoas suscetíveis para que se haja a sua multiplicação. “Não é o apocalipse, mas é preciso manter o distanciamento e iniciar campanhas de imunização o mais rápido possível”, diz o virologista Maurício Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Com AFP

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