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Covid-19: vacina chinesa é segura para idosos, dizem dados preliminares

Dados preliminares indicam que o nível de anticorpos produzido no organismo dos mais velhos foi menor do que o observado em pessoas mais jovens

Por Da Redação Atualizado em 8 set 2020, 18h57 - Publicado em 8 set 2020, 11h31

A vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac Biotech, atualmente em testes no Brasil, se mostrou segura para pessoas mais velhas. Entretanto, a resposta imunológica desencadeada nos idosos foi ligeiramente mais fraca do que a observada em adultos mais jovens, segundo dados preliminares divulgados pela biofarmacêutica na segunda-feira, 7.

Em entrevista à agência Reuters, Liu Peicheng, representante da Sinovac Biotech, disse que a vacina não causou efeitos colaterais graves em pessoas a partir de 60 anos. Os dados são resultados de testes clínicos combinados de Fase 1 e Fase 2 com 421 participantes com 60 anos ou mais.

“Dos três grupos de participantes que tomaram respectivamente duas injeções de baixa, média e alta dose de CoronaVac, mais de 90% tiveram uma alta significativa nos níveis de anticorpos, mas os níveis foram ligeiramente mais baixos do que os observados em indivíduos mais jovens, ainda que em linha com as expectativas”, disse Lu à Reuters. Os resultados completos ainda não foram publicados em nenhuma revista científica.

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No final de agosto, as empresas americanas Moderna Inc. e a Pfizer anunciaram que suas vacinas também são seguras em idosos e foram capazes de desencadear resposta imune.

Dados em idosos são importante porque, embora eles sejam um dos principais grupos de risco para complicações da doença, especialistas temem que as vacinas desenvolvidas contra a Covid-19 não sejam eficazes neste grupo. O sistema imunológico enfraquece com a idade e muitas vezes é difícil para as vacinas induzirem uma resposta imunológica suficiente neste grupo.

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Logo, resultados que demonstram a indução de resposta imune nesse grupo são fundamentais para o controle da pandemia. Mas ainda resta saber se essa resposta é suficiente para protege-los contra a doença. Essa é uma informação que será fornecida apenas pela fase 3 de testes clínicos.

A terceira etapa de testes clínicos da CoronaVac, que avalia a segurança e eficácia do imunizante em milhares de pessoas, está em andamento no Brasil, onde é conduzida pelo Instituto Butantan, e na Indonésia. Na China, a vacina já teve seu uso emergencial aprovado e já foi aplicada em milhares de pessoas, incluindo cerca de 90% dos funcionários da Sinovac e suas famílias.

Segundo Liu, a vacina chinesa pode permanecer estável por até três anos no armazenamento, o que pode oferecer à Sinovac alguma vantagem na distribuição do produto para regiões onde o armazenamento em ambiente refrigerado não é uma opção.

 

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