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Covid-19: Órgão de saúde americano reconhece transmissão pelo ar

Em publicação, entidade afirma que ambientes fechados que são frequentados por pessoas infectadas podem ser potenciais pontos de transmissão

Por Da Redação Atualizado em 1 fev 2021, 12h46 - Publicado em 6 out 2020, 17h56

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (da sigla em inglês CDC) reconheceu na segunda-feira, 5, a possibilidade de contágio da Covid-19 em ambientes fechados com ventilação inadequada, em distancias superiores a 2 metros e por algumas horas de duração. É a chamada transmissão pelo ar.

O informe explica que gotículas respiratórias são produzidas durante a expiração — como, por exemplo, ao falar, cantar, tossir e espirrar. Parte do que é expelido, as gotas maiores, cai rapidamente (em segundos ou minutos) no chão e em superfícies. Gotas e partículas menores, os chamados aerossóis, podem permanecer suspensas por minutos a horas no ambiente, causando a possível infecção de seus frequentadores. O documento, no entanto, diz que essa ocorrência é mais rara do que a transmissão por contato próximo com uma pessoa doente.  “A transmissão (do vírus) é mais provável de ocorrer quando alguém está perto da pessoa infecciosa, geralmente a menos de 2 metros”, explica o texto.

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A publicação diz que a transmissão aérea não é igualmente eficiente para todos os micróbios respiratórios, mas em doenças como tuberculose, sarampo, catapora e rubéola, por exemplo, o contágio pode ocorrer desta maneira.  Em relação à Covid-19, o CDC esclarece que a experiência recente acerca do vírus aponta que a maioria das infecções se dá por contato próximo entre indivíduos, e não pelo ar. Mas que é possível que isso ocorra.

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No documento, é descrito que a transmissão aérea pode ocorrer em circunstâncias específicas. São elas: espaços fechados recentemente frequentados por alguém infectado, exposição prolongadas a ambientes onde há esforço expiratório — como em corais e academias – e locais em que há pouco tratamento de ar no sistema de ventilação, o que permite o acúmulo de partículas.

Para prevenir-se deste tipo de contágio — e de todos os outros conhecidos da doença — segue valendo a cartilha: usar máscara, higienizar constantemente as mãos, respeitar o distanciamento social, limpar e desinfectar superfícies e evitar espaços fechados com aglomerações.

Em setembro, a entidade já havia publicado um texto no qual reconhecia a transmissão pelo ar, mas as informações foram retiradas do portal oficial pouco depois.

OMS

Organização Mundial da Saúde (OMS) somente admitiu que o coronavírus pode permanecer no ar em espaços fechados e se espalhar de uma pessoa para outra, mesmo se elas estiverem a um metro e meio de distância, em 9 de julho, após uma longa defesa de que apenas o contato com gotículas contaminadas era capaz de repassar a infecção.

O reconhecimento dessa forma de transmissão foi considerado fundamental por especialistas no trabalho de conter o avanço da doença. Isso porque a descoberta sugeriu que as pessoas tomem cuidados adicionais às recomendações feitas até agora, que incluem usar máscara mesmo quando há a distância mínima recomendada entre você e outras pessoas e manter os ambientes o mais arejados possível.

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