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Covid-19: CoronaVac representa 74% das doses aplicadas no país

Quatro meses após início da vacinação, Saúde aponta que AstraZeneca deve ganhar mais prevalência nas próximas semanas; Pfizer corresponde a 0,2%

Por Mariana Rosário Atualizado em 11 Maio 2021, 07h13 - Publicado em 10 Maio 2021, 18h19

Quatro meses após o início da vacinação no país, CoronaVac continua na liderança das aplicações, sendo responsável por 74,1% das doses utilizadas, de acordo com painel do Ministério da Saúde. A vacina é desenvolvida pelo laboratório Sinovac Life Science, da China, com operacionalização brasileira do Instituto Butantan, em São Paulo. O resto do montante é composto por doses da AstraZeneca (25,7% das aplicações) e Pfizer (0,2%).

A ampla participação do imunizante do Butantan só deve começar a cair a partir deste maio e de junho. Para se ter uma ideia, no próximo mês 34 milhões de doses da AstraZeneca, a vacina de Oxford, são aguardadas para distribuição, enquanto o Instituto Butantan, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, deve contribuir com 6 milhões de doses.

Se todas as doses previstas para os próximos dois meses realmente forem entregues, o painel de doses será o seguinte: CoronaVac com 53,7 milhões de doses liberadas e AstraZeneca com 82,1 milhão de aplicações disponíveis, considerando todo o período de vacinação e incluindo as doses enviadas prontas do Instituto Serum, na Índia, da vacina de Oxford.

O ritmo de aplicação em comparação a esses dados de distribuição, vale lembrar, é mais lento. Isso porque ele sofre impacto de diversas variáveis, como a reserva da segunda dose e o tempo para distribuição às regiões mais remotas do país. Além disso, para que se cumpra essa projeção, há grande dependência do envio de Instituto Farmacêutico Ativo (IFA) importado. Para junho, também são aguardadas doses da vacina da Pfizer: 12 milhões de unidades.

Até dezembro, se toda a programação do Ministério da Saúde se cumprir, com o fechamento de todos os contratos previstos, a realidade se inverterá. A AstraZeneca terá 222,4 milhões de doses disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), a CoronaVac, por sua vez, será responsável por 130 milhões de aplicações. A Pfizer, por outro lado, já tem 100 milhões de doses asseguradas em contrato e outro montante do mesmo quantitativo já teve o valor para compra liberado em uma dispensa de licitação publicada no Diário Oficial na semana passada.

Confira o avanço da vacinação no Brasil:

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