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Covid-19: 39% do sucesso da vacinação no país depende da Fiocruz

Centro de referência do Rio de Janeiro tem cota de 210,4 milhões de doses para liberar até o fim do ano -- 100,4 milhões chegarão nos próximos 4 meses

Por Mariana Rosário Atualizado em 18 mar 2021, 20h29 - Publicado em 18 mar 2021, 18h15

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é responsável por 39,5% das doses garantidas ao Programa Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19 neste ano de 2021. A instituição deverá preparar com matéria prima-importada 100,4 milhões de doses nos próximos 4 meses, outras 12 milhões serão importadas prontas do Instituto Serum, na Índia.

De agosto em diante a Fiocruz será capaz de entregar doses 100% produzidas em suas instalações próprias. Dessa modalidade são esperadas mais 110 milhões de doses até dezembro. As informações fazem parte do cronograma de entregas apresentadas pela pasta da Saúde na última segunda-feira, 15.

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Até agora a instituição liberou 4,5 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford, desenvolvida em parceria com o laboratório AstraZeneca. Dessa monta, 4 milhões de doses foram importadas prontas da Índia e outras 500.000 foram produzidas no Brasil com matéria-prima importada e entregues na quarta-feira, 17. Outras 580.000 devem ser liberadas entre esta quinta-feira, 18 e sexta-feira, 19.

O imunizante que esta sob responsabilidade da Fiocruz é a principal aposta do Ministério da Saúde. Em segundo lugar está a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac Life Science e sob a responsabilidade do Instituto Butantan, no Brasil. Deste acordo, são esperadas mais 130 milhões de doses até o final do ano.

A vacina do Butantan, inclusive, é responsável por volumosa maioria das doses distribuídas no Brasil neste atual momento da vacinação, que teve uma participação tímida da Fiocruz. Das 25,2 milhões de aplicações enviadas pelo governo federal aos estados, 84% eram da CoronaVac.

Os números da vacinação contra a Covid-19 no Brasil

 

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