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Coronavírus: OMS alerta que não há provas de que curados estejam imunes

Agência faz alerta aos países que desejam emitir 'passaportes de imunidade'

Por Da Redação - Atualizado em 25 abr 2020, 14h38 - Publicado em 25 abr 2020, 13h59

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na noite desta sexta-feira, 24, que “não há evidências” de que as pessoas já recuperadas do Covid-19 desenvolvam anticorpos e, portanto, estejam protegidas contra uma segunda infecção do vírus.

O informe científico emitido pela a agência das Nações Unidas é uma forma de alerta aos governos que preparam-se para a emissão de “passaportes de imunidade” ou “certificados sem risco” para pessoas que foram infectadas. A OMS defende que, neste momento, sua precisão não poderia ser garantida.

A prática, por outro lado, poderia aumentar os riscos de propagação contínua, já que as pessoas supostamente imunizadas podem ignorar as orientações de higiene e a etiqueta respiratória, fundamentais para barrar a propagação da doença.

“Alguns governos sugeriram que a detecção de anticorpos para o SARS-CoV-2, o vírus que causa o Covid-19, poderia servir de base para um ‘passaporte de imunidade’ ou ‘certificado sem risco’ que permitiria que indivíduos viajassem ou retornem ao trabalho assumindo que eles estão protegidos contra a reinfecção ”, diz o documento. “Atualmente não há evidências de que as pessoas que se recuperaram do Covid-19 e possuam anticorpos estejam protegidas contra uma segunda infecção”, conclui.

Um dos países dispostos a flexibilizar os isolamentos com a orientação de que pessoas já recuperadas retomem a vida normal, o Chile divulgou na semana passada que começaria a distribuir os tais “passaportes de saúde”. A ideia é que esses chilenos retornem imediatamente à força de trabalho.

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A OMS disse que continua revisando as evidências sobre as respostas de anticorpos ao vírus, que surgiu na cidade de Wuhan, no centro da China, no final do ano passado. Cerca de 2,6 milhões de pessoas foram acometidas pela doença em todo o mundo e 181.938 morreram, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

É importante ressaltar que a maioria dos estudos conhecidos mostrou que pessoas que se recuperaram da infecção têm sim anticorpos para o vírus, segundo a OMS. No entanto, alguns deles têm níveis muito baixos.

Brasil

De acordo com levantamento mais recente do Ministério da Saúde divulgado na sexta-feira 24, o Brasil tem 27.655 pessoas já recuperadas do vírus – uma taxa de 52% do número total de infectados, que seriam 52.995 pessoas. Ou seja, há mais pessoas recuperadas do Covid-19 do que pessoas atualmente doentes no país.

Pacientes em tratamento do vírus e necessitadas de acompanhamento médico chegam a 24.670. Já os óbitos totalizam 3.670.

(com Reuters)

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