Clique e assine com até 92% de desconto

Coronavírus: Brasil tem recorde de 474 mortes em 24 horas

O total de óbitos confirmados no país chegou a 5.017 e o de casos a 71.886

Por Da redação Atualizado em 28 abr 2020, 20h29 - Publicado em 28 abr 2020, 17h55

Nesta terça-feira 28, o Brasil bateu um novo recorde no número de óbitos por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Foram 474 mortes registradas nas últimas 24 horas, totalizando 5.017 óbitos no país. Com isso, o Brasil ultrapassou a China, que registra 4.643 mortes por coronavírus.

O ministro da Saúde Nelson Teich admitiu que o aumento no número de mortes é uma tendência. Na última quinta-feira 23, ele havia dito que não sabia se os números representavam “um esforço de fechar os diagnósticos” ou se seria uma tendência de aumento. “Como a gente tem uma manutenção desses números elevados e crescentes, a gente tem que abordar isso como um problema. Como uma curva que vem crescendo, como um agravamento da situação. Isso continua restrito aos lugares onde a gente sabe que estão vivendo as maiores dificuldades, como Manaus, rRcife, Rio de Janeiro e São Paulo”, disse o ministro em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira 28.

O número de casos confirmados chegou a 71.886 com 5.385 novos casos. De acordo com o Ministério da Saúde, 34.325 casos, o equivalente a 48%, estão em acompanhamento, 32.544 pacientes (45%) estão recuperados e 1.156 óbitos estão em investigação.

LEIA TAMBÉM:
Como é o tratamento do novo coronavírus, dos cuidados em casa à UTI

O estado de São Paulo continua com o maior número de casos confirmados – são 24.041 casos da doença – e também registrou recorde no número de mortes nas últimas 24 horas, com 224 novas confirmações e 2.049 óbitos no total. As mortes no estado representam 47,2% dos óbitos confirmados no país hoje.

O segundo estado com o maior número de mortes é o Rio de Janeiro, com 738 óbitos. Em seguida está Pernambuco com 508 mortes, Ceará com 403 óbitos e Amazonas com 351.  A taxa de letalidade de Covid-19 no país subiu de 6,8% para 7%.

“Os estados que mais nos preocupam aso aqueles que estão apresentando situação mais intensa da transmissão. São Paulo, nas próximas semanas, pode ter uma intensidade na região metropolitana. Rio de Janeiro, Pernambuco, em Recife; Ceará, em Fortaleza e Manaus são os locais que no momento nos chamam mais atenção. Estamos atentos a toda a circulação em todo o território nacional. Estamos monitorando diariamente, não somente nesses lugares, mas estamos auxiliando os estados na classificação do risco a partir do COE [Centro de Operações de Emergência]”., ressaltou Wanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde.

  • Continua após a publicidade
    Publicidade