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Conheça a dor comum nos cães, mas que poucos tutores reconhecem

Prevalência nos animais com osteoartrite passa dos 80%, diz estudo francobrasileiro

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 fev 2025, 11h00

Grande parte das pessoas que já sofreu de dores nas costas, em especial na região cervical, sabe o que é a dor miofascial. Se trata de um incômodo local e irradiado, comumente causado por má postura, estresse ou esforço repetitivo, que se não tratado pode levar a um incômodo crônico e constante. Agora, um estudo revela que esse é um problema comum também entre os cães – embora muitas vezes passe despercebido pelos tutores. 

A investigação realizada por pesquisadores brasileiros e franceses é uma das primeiras a investigar esse tipo de aflição em animais e revela que a dor miofascial pode atingir até 86% dos cachorros com osteoartrite, uma condição que estima-se atingir um em cada cinco cães. “Se sabe desde a década de 1950 que animais sofrem dessa condição, mas não existem muitos estudos sobre sua prevalência”, disse Maira Formenton, membro do ambulatório de dor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e autora do estudo publicado no Frontiers in Veterinary Science. “Nosso objetivo foi fazer esse mapeamento.”

O que causa a dor miofascial?

Em seres humanos a dor miofascial é altamente prevalente em indivíduos diagnosticados com osteoartrite, por isso os pesquisadores optaram por estudar animais com a mesma condição. Apesar de verem que o padrão se repete nos animais, também observaram que há uma pequena diferença: enquanto nos homens e mulheres os pontos de gatilho – como são chamados os nós musculares dolorosos – aparecem próximos aos membros acometidos pela cartilagem desgastadas, nos cães as dores podem aparecer em qualquer parte do corpo. 

‘Existe um mecanismo de proteção na osteoartrite que leva um ou outro músculo a ser sobrecarregado para proteger a articulação inflamada”, explica Formenton. “Como os cães são quadrúpedes, o peso que seria incidido sobre o membro doente pode ser distribuído para qualquer uma das patas, fazendo com que os pontos de gatilho possam aparecer em qualquer local do corpo.”

Quando esse músculo é sobrecarregado, surgem alguns nós doloridos, que podem causar uma dor local ou irradiada, a princípio pontual, mas que se não for tratada pode se tornar uma condição crônica, não apenas nos humanos, mas também nos animais. 

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Como diagnosticar e prevenir a dor miofascial?

Como cães não conseguem comunicar que estão com dor, é preciso muita atenção dos tutores para os sinais de que há algo errado. No geral, o que acontece é que os animais ficam mais quietos, deixam de subir na cama ou no sofá, começam a mancar e perdem o interesse em atividades cotidianas, como brincadeiras e caminhadas. 

Esses sintomas, contudo, costumam aparecer quando a dor já está causando muito sofrimento. Para evitar que esse diagnóstico seja tardio, os pesquisadores desenvolveram um protocolo de diagnóstico, que é baseado no apalpamento e foi publicado no periódico científico Animals. De maneira simplificada, a presença de um ponto de gatilho fica evidenciada por um reflexo, que se assemelha a uma tremedeira. Veja abaixo. 

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A base do tratamento são as técnicas de reabilitação, como acupuntura e alongamentos, além de fortalecimento muscular, mas um dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo da pesquisadora busca outras terapias eficazes. “É preciso conscientizar os veterinários e tutores de que o cachorro precisa receber tratamento tanto para osteoartrite quanto para dor miofascial”, diz Formenton. 

A prevenção tem como base uma boa qualidade de vida:

  • Alimentação de qualidade: bons nutrientes, advindos tanto de rações quanto de uma dieta natural, pode fortalecer os músculos e articulações, protegendo contra complicações
  • Cuidado com o peso: assim como nos humanos, a obesidade é um dos principais fatores para sobrecarregar as articulações e facilitar o desenvolvimento de osteoartrite, principal fator de risco para a dor miofascial
  • Atividade física: manter o animal ativo, com ao menos 30 minutos de caminhada por dia, é a melhor maneira de prevenir problemas de saúde como artrite, hérnia de disco e, consequentemente, a dor miofascial
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