Carta ao Leitor: Jornalismo saudável
VEJA se dedica a oferecer ao leitor as notícias mais relevantes da saúde traduzidas com clareza e rigor
Em 58 anos de história, VEJA sempre teve compromisso com a defesa da livre-iniciativa, da democracia e da informação sem censura. Temas relacionados ao cotidiano da política e da economia, é natural, pedem passagem com relevância. Há, contudo, um outro assunto de permanente destaque: a saúde. O jornalismo profissional da revista, agora ampliado para o site e para a TV VEJA+, trata de traduzir descobertas complexas, alertar para os riscos e celebrar avanços que fazem a humanidade caminhar.
Nos anos 1980, quando a aids surgiu como uma ameaça desconhecida e aterrorizante, tingida de inaceitável estigma, VEJA foi uma das primeiras publicações a desmontar preconceitos e acompanhar, ano após ano, a corrida científica que transformou uma sentença de morte em uma condição tratável. Foi um exercício de responsabilidade que exigiu rigor e, sobretudo, coragem para abrir a névoa de medo. Pouco depois, os transplantes de órgãos deixaram de ser procedimentos raros e arriscados para se tornarem rotina médica capaz de devolver décadas de vida a pacientes antes condenados à morte. VEJA, uma vez mais, acompanhou de perto cada salto dessa aventura, mostrando ao leitor como a ciência conseguiu, pouco a pouco, vencer os limites do corpo humano.
Mais recentemente, a pandemia de covid-19 impôs um desafio sem precedentes: informar em tempo real, em meio à incerteza, sobre um vírus que paralisou o mundo. Foram meses de cobertura ininterrupta — em torno do contágio, dos tratamentos, das vacinas e dos efeitos duradouros da doença — em que a imprensa teve papel decisivo em orientar decisões que salvaram vidas. Agora, uma nova revolução ocupa os consultórios: as chamadas canetas emagrecedoras, elas também iluminadas pelo rigor de reportagens bem apuradas e bem escritas. “Na área de saúde, talvez mais do que em qualquer outro setor da sociedade, a informação é fundamental; sem ela não se faz a escolha correta”, diz o jornalista Diogo Sponchiato, que acumula as funções de editor de saúde de VEJA e redator-chefe de VEJA SAÚDE. Nesta semana, na trilha de aplaudida tradição, oferecemos montanhas de saber em meio à planície. As Páginas Amarelas apresentam as ideias do dinamarquês Jens Juul Holst, um dos responsáveis pela descoberta do GLP-1, a molécula por trás de medicamentos como Ozempic e Monjauro. Uma reportagem especial mostra as novidades de tratamento do diabetes do tipo 2. E zelamos por desvendar as contrafações por trás do uso de perfis falsos, montados por inteligência artificial, na promoção de curas vãs. VEJA se dedica a oferecer ao leitor as notícias mais relevantes da saúde traduzidas com clareza e rigor.
Publicado em VEJA de 18 de setembro de 2026, edição nº 3013







