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Caneta que elimina 30 kg e injeção mensal: o que reserva o futuro dos remédios para obesidade

Corrida por medicamentos mais potentes e que facilitem adesão do paciente segue à toda entre as farmacêuticas

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 fev 2026, 10h00 •
  • Depois da revolução gerada pelo lançamento das canetas para perda de peso de ação semanal – os famosos Wegovy e Mounjaro -, os próximos capítulos dessa história de inovação médica e tecnológica diante da obesidade devem ser protagonizados por comprimidos e injeções ainda mais potentes.

    Enquanto a movimentação em torno das pílulas já começou, um pouco mais distantes da realidade – mas não menos empolgantes – são os remédios que combinam princípios ativos para simular hormônios do corpo ou buscam tornar a rotina de uso ainda mais fácil. Quem sabe com uma aplicação por mês!

    Entre as moléculas de destaque, que já apresentaram resultados em estudos clínicos de fase intermediária, o nome mais esperado é a retatrutida, desenvolvida pela farmacêutica americana Eli Lilly, a dona do Mounjaro.

    Ela demonstrou nos testes clínicos ser capaz de reduzir em 28%, em média, o peso corporal – em números absolutos, os voluntários que usaram a caneta de aplicação semanal durante 68 semanas enxugaram em torno de 32 kg.

    A retatrutida é o primeiro análogo triplo que pode chegar ao mercado, se passar por toda a rigorosa etapa de pesquisa, seguida pela avaliação das agências regulatórias. Ela imita três hormônios. O GLP-1 (da semaglutida do Wegovy e do Ozempic), o GIP, também contemplado pelo Mounjaro (um duplo agonista), e o glucagon. Essa sinergia parece potencializar o emagrecimento à custa da eliminação de gordura.

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    Mas, se três é bom, será que quatro podem ser demais? A aposta do laboratório americano Biomed com a bioglutida está em um comprimido que conjuga quatro substâncias com ação hormonal. Além de GLP-1, GIP e glucagon, outra sigla é convocada, o IGF-1, um fator de crescimento muscular.

    A ideia é que a pessoa perca peso sem retaliações na massa magra, algo que acontece com as canetas atuais. Nos ensaios, pacientes reduziram, em média, 13% do peso. A exemplo da retatrutida, passa pelos estudos de fase 2. Ou seja, há uma estrada pela frente até chegar às drogarias.

    Outra sacada da indústria vem na forma de uma injeção semanal. Sim, um remédio para perder peso utilizado apenas uma vez por mês. É a promessa da maritida, que emula o GLP-1 e antagoniza o GIP, num efeito combinado que espantosamente chegou a prover perdas de peso de até 20% por meio de uma aplicação subcutânea. A droga, da americana Amgen, não só controla o apetite como também melhora a eficiência do metabolismo.

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    Não veremos essas medicações nas farmácias neste ano – talvez nem no próximo. Mas o futuro anima. E quem vai ganhar com ele são as pessoas que precisam de tratamento para a obesidade.

     

     

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