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Brasileiro cresceu, mas continua com estatura baixa

Segundo um novo estudo, o homem brasileiro tem, em média, 1,73 m, e a mulher, 1,60 m. Os homens holandeses, por exemplo, medem 1,82 m

Por Da redação 26 jul 2016, 15h55 | Atualizado em 4 jun 2024, 22h03
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Em 100 anos, entre 1914 e 2014, o brasileiro cresceu 8,6 cm, mas continua baixinho em relação às outras nacionalidades. De acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira, na revista científica eLife, o homem brasileiro tem, em média, 1,73 m, e a mulher, 1,60 m. Essas medidas colocam o Brasil na 68ª posição para homens – acima de Portugal, México e Chile, e abaixo de Romênia, Argentina e Jamaica – e na 71ª para mulheres, à frente da Turquia, Argentina e China, mas atrás da Espanha, Israel e Inglaterra. 

A pesquisa, que mapeou as tendências de crescimento durante um século em 187 países, foi chamada “Um Século de Tendências na Altura Humana” e é resultado do trabalho de mais de 800 cientistas em associação com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para chegar a essas conclusões, o grupo se baseou em quase 1500 fontes, que incluíram dados militares, estudos governamentais sobre saúde e mudanças do modelo na altura das jovens com 18 anos.

https://infogr.am/a0246e10-fd1b-482c-8b03-733ff3f87a8e

Os resultados mostraram que não foi só o brasileiro que cresceu. Em geral, homens e mulheres ficaram mais altos no último século. O homem do Irã e a mulher da Coreia do Sul registraram o maior salto na altura, crescendo uma média de 16 cm e 20 cm, respectivamente. Em relação à primeira posição do ranking, enquanto em 1914 ela era ocupada em ambos os sexos pela Suécia, atualmente o topo masculino é da Holanda, com o homem medindo 1,83 m. No caso do feminino, é a Letônia, cuja altura média da mulher atinge 1,70 m.

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Por outro lado, o Timor Leste possui os homens mais baixo, com uma altura de 1,60 m, e a Guatemala a mulher mais baixa, que não chega nem a 1,50 m. A diferença é que em 1914, a altura média da guatemalteca era de 1,40 m.

De acordo com Elio Riboli, pesquisador do Imperial College London, na Inglaterra, e coautor do estudo, os centímetros extras trazem diversas vantagens evolutivas. “A boa notícia é que ser mais alto está associado a um aumento na expectativa de vida. Isso acontece principalmente porque pessoas mais alta correm menos risco de morte por doenças cardiovasculares”, explica Riboli.

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Por outro lado, essas pessoas correm um maior risco de desenvolver alguns tipos de tumores, como câncer colorretal, de mama e de ovário.“Uma hipótese é que fatores de crescimento possam promover mutações em células”, afirmou Elio Riboli, outro coautor do estudo.

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Embora os países europeus dominem as dez primeiras posições do ranking , os dados sugerem que as tendências de crescimento se estabilizaram no Ocidente. Nos Estados Unidos, a altura dos cidadãos começou a atingir um limite entre 1960 e 1970. Já o leste da Ásia registrou os maiores crescimentos – pessoas no Japão, China e Coreia do Sul são bem mais altas hoje do que há 100 anos.

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“Ao longo de 100 anos de análise, as populações do sul da Ásia (como Índia, Paquistão e Bangladesh) e da África subsaariana não cresceram muito em altura. O aumento  ficou entre 1 cm a 6 cm nessas regiões”, disse James Bentham, do Imperial College de Londres e coautor do estudo.

Fatores ambientais como saneamento básico e uma melhor nutrição são determinantes para o aumento da altura. Além disso, a saúde da mulher durante a gravidez também tem forte influência, segundo afirmou Makid Ezzati à rede britânica BBC.

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