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Brasil ultrapassa 1,7 milhão de vacinados e abre debate sobre 2ª dose

País chega ao número no 13º dia de imunização, enquanto o início da aplicação da segunda dose se aproxima

Por Giulia Vidale Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 12 mar 2021, 00h50 - Publicado em 29 jan 2021, 18h31

Quase duas semanas após o início da vacinação no Brasil, o país ultrapassou o marco de 1,7 pessoas vacinadas contra a Covid-19. Até às 18 horas desta sexta-feira, 29, 1.733.928 brasileiros já haviam sido imunizados.

São Paulo continua sendo o estado com mais atendidos: mais de 355.000 vacinados (confira os números do levantamento feito por VEJA ao final desta matéria). Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com 166.402 pessoas imunizadas e a Bahia, com 154.720.

Outra boa notícia: a imunização começa a ser ampliada para outros grupos vulneráveis da população. Devido à escassez de vacinas disponíveis no país – 6 milhões de doses da CoronaVac, seguida da chegada de 2 milhões de doses de Oxford quase uma semana depois – o Ministério da Saúde determinou que a vacinação começasse por profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate à pandemia, idosos e pessoas com deficiência que vivem em instituições de longa permanência; e indígenas que vivem em aldeias.

Esta semana, alguns locais, como a cidade do Rio de Janeiro, Manaus e o estado de São Paulo anunciaram o início da vacinação de idosos da população em geral. A prefeitura de Manaus deu início à vacinação de idosos a partir dos 80 anos esta sexta, 29. O Rio de Janeiro começará a imunização de pessoas da mesma faixa etária a partir da próxima segunda-feira, 1º. Já o estado de São Paulo começará por idosos a partir de 90 anos, também na próxima semana.

LEIA TAMBÉM: A ordem de vacinação contra Covid-19 no Brasil e os grupos prioritários

Mas a medida que a vacinação avança no país, também aumenta a discussão sobre a aplicação da segunda dose. Ambas as vacinas disponíveis para uso no Brasil – a CoronaVac, do Butantan, e a Oxford-AstraZeneca, da Fiocruz – demandam a aplicação de duas doses para garantir a eficácia observada nos testes clínicos. A segunda dose da vacina do Butantan deve ser aplicada de duas a quatro semanas após a primeira. Já a da Fiocruz tem uma flexibilidade bem maior: o intervalo mínimo é de 28 dias e o máximo, três meses.

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Isso significa que aqueles que receberam a primeira dose da CoronaVac na primeira semana de vacinação, que começou o dia 17 de janeiro com o estado de São Paulo, precisarão receber a segunda injeção em breve. O quantitativo distribuído pelo Ministério da Saúde aos estados é destinado para a aplicação da duas doses. Entretanto, para aumentar o número de pessoas imunizadas, o governo do estado de São Paulo pretendia utilizar todas as doses já recebidas na aplicação da primeira dose e iniciar a segunda com as vacinas que ainda serão entregues. A medida foi negada pelo Ministério da Saúde.

“O que foi pleiteado ao ministério é se nós poderíamos utilizar essas doses que foram guardadas para ampliar de forma mais célere a imunização. E que o ministério desse uma garantia de que, naquele prazo da segunda dose, nós teríamos mais vacinas. Isso não foi colocado pelo ministério. Então, por uma questão de segurança, nós mantivemos essas doses guardadas”, disse o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.

A quantidade de vacinas disponíveis para uso no Brasil é ameaçada por atrasos na produção. Os imunizantes do Butantan e da Fiocruz dependem de insumos importados da China, que tiveram sua entrega adiada. O Butantan tem apenas mais 4,6 milhões de doses prontas para entrega. Destas, 2,7 milhões de doses já foram liberadas para o Ministério. As demais, deverão ser em breve. Depois disso, as próximas vacinas ainda precisam ser fabricadas.

Está prevista para a próxima quarta-feira, 3, a entrega de 5.400 litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), vindos da fábrica da Sinovac para envase no Butantan. O suficiente para a produção de mais 8,6 milhões de doses da vacina, aproximadamente. Outros 5.600 litros estão em fase avançada de liberação. No entanto, todo o processo de fabricação demora cerca de 20 dias, de acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Já o insumo para início da produção da Fiocruz está previsto para chegar no dia 8 de fevereiro, mas a data não está confirmada. O primeiro lote do IFA possibilita produzir 7,5 milhões de doses de vacinas.

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O levantamento desenvolvido por VEJA divulga a situação da vacinação nos 26 estados e mais o Distrito Federal com dados do site Coronavírus Brasil, confirmando os dados junto às Secretarias Estaduais que já disponibilizam informações diárias sobre seu processo de imunização.

Confira os números da vacinação nos estados e no país atualizados até às 18h00 desta sexta-feira, 29:

 

  • Leia também: No pior momento da pandemia, principais autoridades do país ensaiam reação.
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