Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Bloqueio do nervo frênico: entenda método realizado em Bolsonaro para soluços

Procedimento, já realizado do lado direito da estrutura, utiliza anestésico para impedir a transmissão de impulsos nervosos para o diafragma

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 dez 2025, 14h38 •
  • Método indicado para o controle e interrupção de soluços persistentes, o bloqueio do nervo frênico é considerado um procedimento eficaz para tratar a condição e preciso por ser guiado por ultrassom, segundo publicações científicas que abordam o tema consultadas pela reportagem de VEJA. Na tarde desta segunda-feira, 29, o ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser submetido à técnica que impede a transmissão de impulsos nervosos para o diafragma, músculo relacionado com a respiração.

    No último sábado, 27, médicos realizaram a intervenção no nervo do lado direito e, agora, será a vez da estrutura no lado esquerdo. Os nervos frênicos estão localizado entre o pescoço e o tórax, onde se conectam com o diafragma, por isso, conseguem executar a função de controlar o músculo.

    São eles que enviam os sinais para que o diafragma faça os movimentos de contração e relaxamento fundamentais para a respiração. E o funcionamento deles é essencial por serem as únicas estruturas do corpo que possuem essa capacidade.

    “Às vezes, a irritação do nervo frênico causa soluços que duram dias, um mês ou até mais”, diz artigo do centro médico acadêmico estadunidense Cleveland Clinic. “O soluço persistente pode ser desconfortável e irritante. Pode afetar sua capacidade de falar, dormir e comer”, completa.

    Ainda de acordo com a instituição, procedimentos cirúrgicos podem levar a esse estado que faz com que os nervos desencadeiem as contrações contínuas no diafragma. Bolsonaro fez uma série de cirurgias na região abdominal desde que foi atingido por uma facada durante a campanha presencial em 2018.

    Continua após a publicidade

    Sem cirurgia

    Na intervenção, não é necessário fazer cortes no paciente. Utilizando um ultrassom, os médicos mapeiam os nervos, considerados de difícil localização por causa do tamanho, e injetam anestésicos neles, interrompendo os estímulos para o diafragma.

    “A ultrassonografia fornece informações não invasivas sobre a anatomia e permite que os anestesiologistas visualizem a inserção da agulha, identifiquem a localização exata da solução injetada e evitem estruturas como artérias ou veias. Portanto, esse método deve ser utilizado ativamente”, explica um estudo conduzido pelo Departamento de Anestesiologia, Terapia Intensiva, Atendimento de Emergência e Medicina da Dor do Hospital Universitário de Turku, na Finlândia.

    Os estudos sobre o método indicam que os pacientes deixaram de apresentar os soluços persistentes e não tiveram efeitos colaterais. Relatos de casos acompanhados por pesquisadores apontam que, depois do bloqueio, os soluços pararam até 24 horas. E não retornaram.

    Continua após a publicidade

    Cirurgia e internação

    Bolsonaro está internado desde a última quarta-feira, 24, no Hospital DF Star, em Brasília, e foi submetido a uma cirurgia para correção de hérnias inguinais no dia 25.

    Segundo o último boletim médico, divulgado neste domingo, 28, o ex-presidente teve uma nova crise de soluços — mesmo com o bloqueio do nervo frênico direito — e elevação da pressão arterial. Depois, o quadro se estabilizou. Ele seguia fazendo fisioterapia para reabilitação e recebendo tratamento para evitar episódios de trombose venosa.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).