Oferta hexa: Assine por apenas 7,99

Bebês que comem alimentos sólidos a partir dos 3 meses dormem melhor

Além de melhorar o sono, uma alimentação que combina leite materno e alimentos sólidos diminui a irritabilidade do bebê

Por Da Redação 10 jul 2018, 16h19
Bebês que comem alimentos sólidos a partir dos 3 meses dormem melhor Priorizar nos meus resultados Google

Um novo estudo acaba de mostrar que contrariar as recomendações de idade mínima para a introdução de comidas sólidas na alimentação do bebê pode ser uma boa ideia. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças de até seis meses de idade recebam exclusivamente leite materno. No entanto, uma pesquisa publicada na segunda-feira, no periódico científico JAMA Pediatrics, mostrou que crianças de apenas três meses de idade que recebem alimentos sólidos – além do leite materno – dormem melhor.

O estudo, conduzido por pesquisadores das universidades King’s College e Saint George, ambas na Inglaterra, mostrou que houve uma redução de 50% na incidência de problemas de sono dessas crianças, incluindo choro e irritabilidade. As diferenças nos padrões de sono se tornaram ainda mais evidentes a partir dos seis meses de idade.  Lembrando que essa mudança se reflete em uma melhora na qualidade de sono de toda a família.

[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjIzODkzMTgsInRpdGxlIjoiQ29taWRhIGRlIHZlcmRhZGUifV0=[/abril-veja-tambem]

Alimentação versus qualidade do sono

Para chegar a essa conclusão os pesquisadores acompanharam 1.303 bebês, separados em dois grupos: crianças que passaram a comer alimentos sólidos aos três meses (junto com o leite materno) de idade; e bebês que só receberam esses alimentos a partir dos seis meses.

Os resultados mostraram que aos seis meses de idade, os bebês que recebiam alimentos sólidos desde os três meses dormiam cerca de 16 minutos a mais por noite (quase duas horas a mais por semana) e acordavam com menos frequência (1,74 vez por noite contra duas vezes por noite).

Continua após a publicidade

Além disso, o primeiro grupo registrou metade da incidência de problemas de sono, como choro e irritabilidade em comparação com o segundo. Michael Perkin, da Universidade de Saint George, ressaltou que as diferenças entre os grupos analisados foram pequenas, mas refletem em vantagens para os pais. “Considerando que o sono dos bebês afeta diretamente a qualidade de vida dos pais, até uma pequena melhora pode trazer benefícios importantes”, disse à BBC.

Uma das hipóteses para explicar essa associação entre alimentação e qualidade do sono é que os bebês que recebem alimentos sólidos precocemente estão mais saciados e regurgitam menos. “Nós acreditamos que a explicação mais provável para a melhora na qualidade do sono é que esses bebês têm menos fome”, disse Gideon Lack, professor de alergia pediátrica na King’s College e coautor da pesquisa.

Novas diretrizes

Outro estudo, realizado em 2010, mostrou que 75% das mães britânicas começou a alimentar os filhos com sólidos antes dos cinco meses; 26% delas afirmaram que o faziam para melhorar o sono dos bebês durante a noite. “Os resultados desta pesquisa apoiam a ampla percepção parental de que a introdução mais precoce de alimentos sólidos melhora o sono. Sugere-se que a recomendação oficial seja reexaminada sob a luz das evidências que reunimos”, disse Gideon Lack, pesquisador da King’s College.

Continua após a publicidade

No Reino Unido, as recomendações sobre alimentação de bebês estão atualmente sob revisão de autoridades britânicas.

Preconceito

Quanto o assunto é alimentação do bebê, muitas mães sofrem com preconceito quando não alimentam os filhos exclusivamente com leite materno, seja por não conseguir amamentar ou porque preferem introduzir mamadeiras ou alimentos sólidos mais cedo. Por causa disso, no mês passado, o Royal College of Midwives  – instituição que forma enfermeiras-parteiras no Reino Unido – apresentou publicamente novas diretrizes para que profissionais de saúde respeitem a escolha de uma mãe de não amamentar.

Apesar disso, a Food Standards Agency (FSA), agência de segurança alimentar britânica, declarou que está encorajando todas as mulheres a seguirem a recomendação de apenas amamentar os filhos durante os primeiros seis meses de vida.

Continua após a publicidade

[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjIwOTY2NzksInRpdGxlIjoiQW1hbWVudGEmI3hFNzsmI3hFMztvIHJlZHV6IHJpc2NvIGRlIGRvZW4mI3hFNzthcyBjYXJkJiN4RUQ7YWNhcyBlbSBhdCYjeEU5OyAxOCUifSx7ImlkIjo2OTc0MSwidGl0bGUiOiJMZWl0ZSBtYXRlcm5vIGNvbnQmI3hFOTttIG1haXMgZGUgNzAwIGJhY3QmI3hFOTtyaWFzIGJlbiYjeEU5O2ZpY2FzIn1d[/abril-veja-tambem]

Quais alimentos dar ao bebê?

Segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), estes são alguns dos alimentos que podem ser dados aos bebês:

  1. Frutas, como pêssego, melão, pera e maçã;
  2. Legumes cozidos, como batata, batata-doce, inhame e cenoura;
  3. Cereais para bebês misturados com leite;

Algumas crianças não têm problemas com a introdução de sólidos e aceitam facilmente alimentos amassados, enquanto outras precisam de mais de tempo para se acostumar a novas texturas e podem preferir alimentos lisos ou apresentados com uma colher. É importante ressaltar que é necessário introduzir alimentos diferentes, mesmo que sejam necessárias várias tentativas para que a criança aceite a novidade.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
OFERTA CAMPEÂ

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00) + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).