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Afinal, jejum intermitente pode mesmo ajudar no emagrecimento?

Pesquisa constatou efeito positivo, mas riscos devem ser considerados com o auxílio de profissionais

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 3 abr 2025, 09h59 - Publicado em 3 abr 2025, 09h00

Não é novidade para ninguém que os índices de obesidade têm aumentado em todo o mundo, resultado de um estilo de vida mais sedentário e exposto à grande disponibilidade de alimentos ultraprocessados. Os inibidores de apetite surgiram como uma opção farmacológica para o problema, mas os altos preços e os efeitos colaterais fazem com que muitos ainda optem pelas dietas – e uma delas tem se mostrado bastante efetiva na redução de peso. 

Um estudo divulgado na última terça-feira, 1º, revela que o jejum intermitente é melhor que as dietas convencionais de privação calórica para alcançar melhores resultados na balança e nos exames. Em um ano, os indivíduos que optaram por jejuar 3 dias por semana perderam 7,6% da massa corporal, um valor superior aos 5% perdidos pelo grupo que reduziu as calorias todos os dias da semana. 

“Sabemos que a melhor estratégia alimentar para perda de peso será aquela que as pessoas sentem que podem aderir a longo prazo, então este estudo fornece uma estratégia alimentar adicional baseada em evidências para as pessoas considerarem”, disse Victoria Catenacci, médica e autora da pesquisa publicada no periódico científico Annals of Internal Medicine, ao MedPage Today. 

Jejum intermitente ajuda a emagrecer?

Para fazer a investigação, os pesquisadores recrutaram 165 indivíduos com obesidade ou sobrepeso e os dividiram em dois grupos. Ambos foram orientados a fazer atividades físicas, tiveram acompanhamento de nutricionista e terapeuta comportamental e reduziram o total de calorias consumidas em 34%. A diferença foi que, enquanto um grupo reduziu as calorias ao longo da semana (DCR), o outro restringiu o consumo em 80% por 3 dias não consecutivos e pôde comer livremente nos outros dias (jejum intermitente). 

O grupo de foi submetido ao jejum intermitente perdeu, em média, 2,9 quilogramas a mais que o grupo que restringiu as calorias durante toda a semana. Eles ainda tiveram melhores resultados nas avaliações de circunferência da cintura, pressão arterial, níveis de colesterol total e resistência à insulina. 

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Os autores sugerem que a eficiência dessa dieta se dá pela maior facilidade de adesão. Isso acontece porque mudar os hábitos para conseguir reduzir as calorias todos os dias pode ser difícil. Por outro lado, outros modelos de jejum intermitente podem ser desafiadores: enquanto jejuar por apenas 2 dias pode não ser suficiente, o jejum de 5 dias pode ser tão difícil quanto a restrição calórica convencional. Já o modelo proposto nesse estudo oferece um intermediário possível. 

“A estratégia de jejum intermitente 4:3 não funcionou para todos no grupo e não achamos que seja uma solução mágica para promover perda de peso em todos”, disse Catenacci. “No entanto, considerando que foi, em média, mais eficaz do que a DCR, achamos que os pacientes podem ser encorajados a experimentar e ver se funciona para eles, especialmente aqueles que já tentaram a DCR anteriormente e não conseguiram atingir seus objetivos de peso e saúde com essa abordagem.”

Jejum intermitente faz bem?

O tema ainda é uma fonte de tabu para muitos profissionais. Adeptos argumentam que nosso corpo se adaptou ao longo da história para passar por períodos de privação alimentar e, por isso, o jejum intermitente seria uma boa solução para a saúde. 

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Hoje, não há evidências científicas que provem que essa seja uma constatação verdadeira e os estudos disponíveis trazem evidências pouco conclusivas. Isso acontece porque há várias opções diferentes de jejum, seja por um período do dia todos os dias, seja em dias consecutivos ou apenas em um dia da semana.

As conclusões, portanto, também são variadas. Uma revisão publicada em 2022, na Nature Reviews Endocrinology, por exemplo, aponta que a perda de peso associado a esse tipo de dieta não é tão proeminente, mas que, no geral, ela é segura, tolerada e pode ter efeitos positivos cardiometabólicos positivos. Já um outro estudo, divulgado na Cell Research, apontou que podem haver efeitos colaterais inesperados, como perda de cabelo. 

De qualquer maneira, é preciso ter precaução. Especialistas alertam que a estratégia pode ser perigosa para pessoas com diabetes, já que elas tomam medicamentos que podem levar a episódios de hipoglicemia em caso de longos períodos de restrição alimentar. Além disso, um outro estudo preliminar – ainda não replicado ou revisado por pares, como mandam as cartilhas – sugere que 16 horas ou mais de jejum todos os dias pode aumentar o risco de morte por doenças cardiovasculares, um perigo que deve ser levado em consideração. 

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Portanto, embora a dieta seja segura de maneira geral, é preciso tomar cuidado para não colocar expectativas tão altas. Consultar um médico ou nutricionista para avaliar se essa é uma boa opção ou se ela oferece algum risco devido às condições médicas subjacentes também é uma recomendação importante. 

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