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Marcos Luporini: “Adorei superar Rihanna”

Um dos criadores da Galinha Pintadinha, o paulista festeja a notícia de que desbancou a estrela da música mundial no YouTube e admite o óbvio: ficou rico

Por Eduardo F. Filho - 23 fev 2018, 06h00

Como recebeu a notícia de que a Galinha Pintadinha desbancou Rihanna no YouTube? Nós trabalhamos com a marca a longo prazo, e isso é fruto de muito trabalho. Atingir recordes não é nossa meta, mas não deixa de ser engraçado. Na verdade, enquanto a Rihanna tem 29 vídeos com mais de 100 milhões de visualizações, nós temos trinta só em português, mais onze do canal em espanhol. Ou seja: faz tempo que a ultrapassamos. E eu adorei ter superado a Rihanna porque gosto dela. Infelizmente, nunca tivemos contato. Mas eu adoraria.

Imaginava alcançar sucesso mundial? Sempre sonhei. Desejava tirar a Galinha da tela e transformá-la em brinquedo, personagem de teatro. E conseguimos as duas coisas. Mas nunca imaginei que ela seria traduzida para sete línguas, do alemão ao chinês.

Em algum momento já se sentiu famoso por causa da Galinha Pintadinha? Eu, nunca. Ela, sim, é famosa. Posso andar na rua tranquilo que ninguém vem falar comigo. Já fui ao show da Galinha e ninguém me reconheceu. Nós somos discretos. Agora, com essa história da Rihanna, é claro que entramos um pouco no oba-oba.

O senhor e seu sócio, Juliano Prado, já disseram que estavam longe de se tornar ricos e ainda comiam pão com mortadela. E agora? Eu diria que temos uma vida tranquila. Seria muita cara de pau negar. Lá na ponta, no varejo, a personagem movimenta centenas de milhões de reais. Mas a Galinha distribui essa renda ao longo de toda a cadeia do negócio. O vendedor ganha, o distribuidor ganha, os artistas ganham. E a gente fica com uma parte também. Vamos dizer que hoje a mortadela virou um pão com hambúrguer do bom. Espero que mais para a frente possamos melhorar e colocar queijo e bacon nesse hambúrguer.

Publicado em VEJA de 28 de fevereiro de 2018, edição nº 2571

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