Clique e assine a partir de 9,90/mês

Gabriel Lucas: “Ave, Maria”

O sósia oficial de Neymar, que já participou de trinta campanhas publicitárias, fala do desafio de acompanhar o visual mutante do craque

Por Eduardo F. Filho - 22 jun 2018, 06h00

O que é mais difícil em ser sósia de Neymar? O cabelo, sem dúvida. Agora ele está usando o cabelo mais enrolado, o que me ajuda, pois o meu é enrolado ao natural. Mas antigamente era fogo. Todo mês ele mudava: repicava, pintava de loiro, raspava. A sorte é que minha mãe conhece truques de cabeleireira, e não precisei gastar no cabelo. Acompanhar a roupa do Neymar também é difícil, porque ele esbanja muito.

Como começou esse trabalho? Um dia, fui a um treino do Santos, com o cabelo arrepiado que o Neymar usava na época. Os repórteres que estavam lá vieram me cercar. Então passei a trabalhar com isso, já faz uns cinco anos.

Qual é a sua relação com ele? Apenas profissional. Nós só nos encontramos quando somos escalados para gravar o mesmo comercial. Ele conversa, me pergunta sobre o trabalho, a família. É tranquilo.

Como é a reação das pessoas quando você aparece, por exemplo, na Granja Comary, onde a seleção fica concentrada? Se uma criança acredita que sou o Neymar e pede foto comigo — o que acontece com frequência —, não desminto. Se ela acha que está com o ídolo, serei o ídolo dela. Não vou cortar o barato. Mas os adultos sabem que não sou o Neymar, e pedem fotos assim mesmo.

Continua após a publicidade

Você é apresentado como o sósia do Neymar no comercial de uma companhia aérea. Como foi isso? Eu também sou o dublê do Neymar. Sou chamado para fazer embaixadinhas ou posar de costas como se fosse ele. Nessa campanha, seriam oitenta horas de gravação, e Neymar perderia treinos. Para não prejudicá-lo, eles me chamaram. E daí veio a ideia de me apresentar como o sósia que toma o lugar dele.

Foi bem pago? Não posso revelar.

Na faixa dos 50 000 reais? Vão cair em cima de mim… Está bem, está bem: quase 70 000 reais.

Você queria ter tanto quanto o Ney­mar? Pô, seria bom, né? Casas gigantes, carrões, roupas, dinheiro… Sem contar que ainda tem a Bruna Marquezine. Ave, Maria, aí seria maravilhoso!

Continua após a publicidade

Publicado em VEJA de 27 de junho de 2018, edição nº 2588

Publicidade