🗳️ Semana da Democracia: assine o Digital por R$ 5,99/mês e acompanhe análises sobre os rumos do Brasil.

Caindo do alto de quinze andares

Na terça-feira 14, perto do meio-dia e sob furiosa tempestade, um pedaço de 200 metros da Ponte Morandi, em Gênova, na Itália, colapsou

Por Duda Teixeira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 ago 2018, 07h00 | Atualizado em 4 jun 2024, 17h38
Caindo do alto de quinze andares Priorizar nos meus resultados Google

Espremida entre os Montes Apeninos e o Mar Mediterrâneo, a cidade de Gênova, no noroeste da Itália, voltou-se para a navegação e para o comércio ainda no Império Romano. No século XV, ela deu ao mundo Cristóvão Colombo, o descobridor da América. É lá também que hoje está o maior porto italiano. Ao longo dos séculos, suas encostas obrigaram os cidadãos a construir túneis e pontes para ir de um lado a outro. Em 1967, concluiu-se o Viaduto Polcevera, ou Ponte Morandi. O nome foi uma homenagem ao engenheiro civil Riccardo Morandi, que a desenhou. Especialista em concreto armado, ele foi responsável por obras majestosas na Colômbia, na Venezuela, no Canadá e na Líbia. Na terça-feira 14, perto do meio-dia e sob furiosa tempestade, um pedaço de 200 metros da ponte de Gênova colapsou. Mais de trinta carros e três caminhões despencaram de uma altura de 45 metros, equivalente à de um edifício de quinze andares. Um caminhão-baú verde de um supermercado freou a poucos metros do abismo. O goleiro Davide Capello, do time amador Legino, estava dirigindo seu automóvel e voou por 30 metros até parar em meio aos escombros. Não sofreu nem um arranhão. “Vi a estrada caindo, e eu estava caindo com ela. O que aconteceu comigo foi um milagre”, disse. Alguns culparam os ventos pelo acidente. Outros apontaram uma falha estrutural. A ponte apresentava sinais visíveis de afundamento e de corrosão. Morandi patenteou um sistema para impedir o desgaste dos cabos, mas a ideia não funcionou a contento. Com isso, os trabalhos de manutenção estavam cada vez mais difíceis e caros.

Publicado em VEJA de 22 de agosto de 2018, edição nº 2596

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
SEMANA DA DEMOCRACIA

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).