Vorcaro pede para depoimento na CPMI do INSS ser ‘adiado ou flexibilizado’
Dono do Banco Master está na mira do colegiado, que pretendia ouvi-lo na próxima quinta-feira, 5
O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, pediu à CPMI do INSS que seu depoimento seja “adiado ou flexibilizado”. No retorno dos trabalhos do Congresso, o colegiado havia oficiado ao ministro Dias Toffoli, relator da investigação no Suprem Tribunal Federal (STF), pedindo para o banqueiro ser ouvido já na próxima quinta, 5. A informação foi confirmada pela assessoria do senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a CPMI. Até o momento, o pedido não foi apreciado.
A decisão sobre data e forma da oitiva do banqueiro é uma prerrogativa do presidente da CPMI. No entanto, o Supremo pode conceder decisões em habeas corpus isentando convocados de irem ou permitindo que, se forem, permaneçam em silêncio. Viana já havia previsto em sua agenda um encontro com Toffoli para conversar sobre os encaminhamentos da CPMI. Além da oitiva de Vorcaro, também há um imbróglio envolvendo documentos da quebra dos sigilos bancário e fiscal dele. Os documentos, que estavam em segredo de Justiça no inquérito sob a guarda do STF, foram enviados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e não à CPMI.
De acordo com a assessoria de Viana, enquanto não houver uma decisão em contrário, o depoimento de Vorcaro na CPMI está mantido. O pedido apresentado nesta terça, 3, não significa um aceite automático. “O presidente da CPMI encontra-se em audiência com o ministro Dias Toffoli e, após a conclusão do encontro, haverá atualização oficial sobre o tema. Enquanto não houver decisão em sentido contrário, a convocação permanece válida, e o depoimento segue nos termos definidos pela Presidência da CPMI”, diz trecho do comunicado.
O pedido feito pela defesa de Vorcaro já consta na página da CPMI, mas está em segredo. A convocação dele é na qualidade de testemunha. No ofício, o colegiado justifica a oitiva do banqueiro “para prestar esclarecimentos acerca da atuação da instituição na oferta de produtos financeiros a aposentados e pensionistas, incluindo o crédito consignado, que possam justificar o elevado número de reclamações recepcionadas pela Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) nos últimos anos”.






