Vorcaro pede ao STF que investigue vazamento de conversas do seu celular
Banqueiro foi preso novamente esta semana e dados extraídos do seu celular mostram proximidade com autoridades
A defesa de Daniel Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar o vazamento das mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular dele. O banqueiro foi preso novamente nesta semana em uma nova fase da Operação Compliance Zero. Os investigadores encontraram indícios de corrupção e coação, inclusive contra jornalistas.
Veio a público a íntegra das mensagens de Vorcaro com a sua namorada, a modelo Martha Graeff. Nelas, há menções a encontros que o banqueiro teve com Ciro Nogueira, presidente do PP, a quem ele chama de “amigo de vida”; ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes e aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A defesa de Vorcaro pediu ao STF uma nova investigação para apurar quem poderia ter vazado as conversas do banqueiro. Os advogados dele querem “que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos”. A investigação precisa do aval de um dos ministros da Corte para ser oficialmente aberta.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro do ano passado, enquanto embarcava em uma aeronave particular para o exterior. Ele é dono do Banco Master e protagonista de uma fraude sem precedentes na história brasileira. A instituição foi fechada por ordem do Banco Central, por falta de liquidez. Vorcaro foi solto e estava respondendo às investigações em liberdade, mediante o uso de tornozeleira eletrônica.
Com a quebra dos sigilos do banqueiro, as investigações encontraram indícios de novos crimes que ele teria praticado, como a coação de jornalistas, a corrupção de agentes do Bacen e o acesso a dados sigilosos, incluindo da PGR e da PF, para ter munição contra adversários. Além de Vorcaro, mais três pessoas foram presas. Um deles é Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, responsável por financiar e organizar as atividades de intimidação.





