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Senadores pró-impeachment se reúnem para fechar sabatina de Dilma

A ideia dos congressistas é evitar confrontos políticos com a petista e, com isso, minimizar o risco de vitimização da presidente

Por Laryssa Borges Atualizado em 25 ago 2016, 22h22 - Publicado em 25 ago 2016, 22h09

Senadores favoráveis ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff farão uma reunião extraordinária no domingo, por volta das 11 horas da manhã, para alinhavar os detalhes finais das perguntas que serão feitas à petista na segunda-feira, data em que ela irá ao Senado se defender no processo a que responde por crime de responsabilidade. A ideia da reunião foi definida na última terça-feira no gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

A sabatina a que Dilma será submetida no Plenário do Senado terá, de acordo com senadores pró-impeachment, um caráter eminentemente técnico. Embora esses parlamentares não descartem arroubos de congressistas como Ronaldo Caiado (DEM-GO), que nesta quinta-feira bateu boca com os petistas Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), o acordo é que o tom dos questionamentos não seja tão ríspido para evitar o risco de Dilma se colocar como vítima no processo de impeachment.

Entre os senadores pró-impeachment, a expectativa é para a pergunta que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deverá fazer à presidente afastada. Derrotado em 2014 nas eleições que garantiram a reeleição de Dilma, Aécio questionou a lisura do sistema de urnas eletrônicas e ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de cassação da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer. Hoje o PSDB integra o governo interino de Michel Temer.

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