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Prisão de Vorcaro: quais eram os quatro núcleos do grupo investigado

André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou quatro prisões nesta quarta-feira, 4, na segunda fase da operação Compliance Zero

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 mar 2026, 11h10 • Atualizado em 4 mar 2026, 11h15
  • A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou nesta quarta-feira, 4, a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, afirma que as investigações conduzidas pela Polícia Federal identificaram quatro núcleos de atuação do grupo criminoso. Nessa segunda etapa da operação Compliance Zero, Vorcaro e aliados seus são investigados pelos crimes de ameaça e corrupção.

    Os quatro núcleos em que se dividem as ações dos investigados são:

    1. Núcleo financeiro: responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro, que levaram à liquidação do Master
    2. Núcleo de corrupção institucional: fazia a cooptação de servidores públicos do Banco Central
    3. Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro: usava outras empresas para cometer os crimes
    4. Núcleo de intimidação e obstrução da Justiça: fazia o monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades

    Mendonça determinou a prisão de quatro pessoas: Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, Marilson Roseno da Silva e Daniel Vorcaro, que era o núcleo de toda a atividade criminosa. Ele teria coordenado as ações dos quatro núcleos.

    Existia um grupo, liderado pelo banqueiro, a quem os investigados se referiam como “A Turma”, que atuava na “obtenção ilegal de informações sigilosas” e na “intimidação de críticos do conglomerado financeiro”. Mensagens interceptadas pela PF mostram Vorcaro dando ordens para agredir empregados domésticos e “quebrar os dentes” de jornalistas que publicassem matérias que lhe desagradassem.

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    Zettel, que também é pastor da igreja evangélica Lagoinha, era responsável pelo operacional do grupo, fazendo inclusive os pagamentos necessários para manter as atividades criminosas — inclusive os atos de monitoramento ilegal praticados pela “A Turma”. A decisão também afirma que ele elaborou a contratação fictícia de um funcionário do Banco Central.

    Com o apelido de “Sicário” (assassino de aluguel), Luiz Phillipi Mourão atuava na “obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”. Ele acessava dados da Polícia Federal, de bancos de dados da Polícia Civil, do MPF e até da Interpol e do FBI, para obter informações sobre adversários do grupo criminoso.

    Ele também teria enviado ofícios falsos, se passando por agentes de governo, para pedir a remoção de páginas e perfis de redes sociais. Sicário era quem coordenava as atividades de monitoramento e intimidação. Segundo a PF, ele recebia, por meio de Zettel, um milhão de reais por mês pelas atividades. Marilson Roseno da Silva, ex-policial, trabalha ao lado de Mourão.

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    Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central, “prestava consultoria informal e contínua ao referido investigado, fornecendo orientações estratégicas sobre a atuação do Bacen em processos administrativos envolvendo o Banco Master, inclusive sugerindo abordagens e argumentos a serem utilizados em reuniões com dirigentes da autarquia reguladora”.

    Em outro trecho da decisão de Mendonça, a PF afirma que ele chegava a revisar minutas e documentos do Master que seriam apresentados ao Bacen. Como Souza já está usando tornozeleira eletrônica, ele não foi preso, mas é um dos alvos da operação desta quarta.

     

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