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Preso, ex-chefe de Operações da PM vai para hospital após risco de embolia

Denunciado por omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro, Jorge Naime tem apresentado quadro de saúde instável desde meados de novembro

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
4 dez 2023, 16h23

Preso na esteira dos atos golpistas de 8 de janeiro, o ex-chefe de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime foi levado para um hospital de Brasília nesta segunda-feira, 4, depois de apresentar risco de uma embolia pulmonar. Ele está sob cuidados médicos desde que apresentou dores no peito há cerca de uma semana e recebeu o diagnóstico de trombo na veia cefálica, na região do bíceps.

Segundo relatório médico, Naime apresenta “sinais compatíveis com tromboflebite aguda da veia cefálica”. Pelo menos desde 19 de novembro ele tem quadro clínico instável, com dormência e dores. Em julho, ele já havia sido encontrado desacordado na cela em que estava, na Academia de Polícia, e também levado a um hospital.

O que aconteceu com PMs do DF após o 8 de janeiro?
Em agosto, a procuradoria-geral da República denunciou sete policiais militares, entre eles Jorge Naime, por omissão durante o embate com golpistas no dia 8 de janeiro. Eles também respondem pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Na avaliação do Ministério Público, os oficiais atuaram deliberadamente para não coibir o quebra-quebra que resultou na destruição das sedes dos três poderes, em Brasília. Para o subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, que assina a peça de acusação, “as desinformações que circulavam entre o alto oficialato da PMDF demonstravam expectativa de mobilização popular para garantir Bolsonaro no poder, em desrespeito ao resultado das eleições presidenciais”.

Preso desde 7 de fevereiro por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Naime estava de férias no dia 8 e nega acusações de omissão. Ele afirma que falhas operacionais da Polícia Militar foram resultado de um “apagão de inteligência”, e não da ação dolosa para que golpistas tivessem terreno livre para tentar uma virada de mesa e atacar as instituições democráticas. “A situação do dia 8 começa a se resolver e os prédios públicos começam a ser desocupados exatamente quando eu chego e começo a comandar as tropas da polícia militar”, disse ele em depoimento à CPI da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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