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PGR vai investigar Orlando Silva

"Os fatos, em tese, constituem crime", disse Roberto Gurgel sobre esquema revelado por VEJA. PPS e o próprio ministro pediram abertura de inquérito

Por Da Redação - 18 out 2011, 14h34

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta terça-feira que irá investigar o esquema de corrupção instalado no Ministério do Esporte, revelado por VEJA. Ao sair da sessão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília, Gurgel disse que as denúncias feitas pelo policial militar João Dias a VEJA, se confirmadas, caracterizam crime.

“Há um pedido do próprio ministro nesse sentido (para abrir investigação) e há representações também. O que se alega, com base naquela pessoa que prestou as informações (o policial militar João Dias), é que nós teríamos a prática de crime. O que é preciso verificar é se isso é verdade ou não. O ministro nega peremptoriamente isso, mas os fatos, em tese, constituem sim crime”, declarou Roberto Gurgel, ao ser indagado por jornalistas se abriria investigação.

Na segunda-feira, o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), protocolou uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo que o órgão abrisse inquérito para apurar o caso. O próprio ministro do esporte, Orlando Silva, também chegou a afirmar que quer ser investigado pelo órgão.

Desvio – Em entrevista a VEJA, João Dias, que estava entre os militantes do PC do B presos no ano passado por desviar dinheiro do programa Segundo Tempo, revela detalhes de como funciona a engrenagem que, calcula-se, pode ter desviado mais de 40 milhões de reais nos últimos oito anos.

O militar conta que Orlando Silva recebeu, pessoalmente, dentro da garagem do ministério, remessas de dinheiro vivo provenientes da quadrilha. O Segundo Tempo foi criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas.

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