PF mira servidores públicos que vazaram dados de ministros do Supremo
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Nesta terça-feira de Carnaval, enquanto uns curtiram a folia nas ruas, outros entraram na mira da Polícia Federal. Quatro servidores públicos foram alvos de mandados de busca e apreensão, suspeitos de terem acessado dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus parentes. Segundo a PF, um é servidor do Serpro e os outros três são da Receita Federal. Entre eles, um é auditor. Eles terão que usar tornozeleira eletrônica, tiveram seus passaportes cancelados e perderam seus cargos públicos. A operação que cumpriu esses mandados foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. A ordem saiu de dentro do inquérito das fake news, que investiga o vazamento de informações sensíveis sobre os ministros do Supremo. Agora, a PF vai investigar para quem esses quatro servidores repassaram os dados. A Corte divulgou uma nota afirmando que as informações foram vazadas para produzir “suspeitas artificiais” sobre os magistrados.
Enquanto isso na cena internacional, o Congresso do Peru destituiu o presidente interino José Jerí. Ele é investigado pelas autoridades peruanas por tráfico de influência. O processo de destituição é diferente do impeachment, pois analisa, na legislação do Peru, pedidos de censura. Jerí foi acusado de “má conduta profissional” e de “falta de idoneidade” para o cargo. Ele estava na cadeira da presidência desde outubro passado, há apenas quatro meses. As eleições gerais do Peru estão marcadas para o dia 12 de abril.





