Congresso do Peru destitui presidente interino José Jerí
Político é alvo de duas investigações da Procuradoria-Geral por suposto 'tráfico de influência'
O Congresso do Peru destituiu nesta terça-feira, 17, o presidente interino José Jerí, alvo de duas investigações da Procuradoria-Geral por suposto “tráfico de influência”.
Jerí foi destituído por maioria simples em uma moção de censura — diferentemente do impeachment, que exige 87 votos entre os 130 parlamentares. Após o resultado, um novo presidente do Congresso deve ser eleito para assumir a chefia do Executivo, conforme determina a Constituição do país.
Sete pedidos de censura foram apresentados por parlamentares da oposição de esquerda e por partidos de direita contra Jerí, que é acusado de “má conduta funcional e falta de idoneidade”.
Antes à frente do Congresso, Jerí assumiu o poder em 10 de outubro, após a destituição da então presidente Dina Boluarte, em meio a uma onda de protestos massivos contra corrupção e violência no país. Seu mandato era transitório e terminaria em 28 de julho, quando deveria transferir o cargo ao vencedor das eleições gerais marcadas para 12 de abril.
As acusações contra Jerí ganharam força em janeiro, quando a Procuradoria abriu uma investigação preliminar contra o presidente interino por suposto “tráfico de influência e patrocínio ilegal de interesses”, após a revelação de uma reunião não divulgada com um empresário chinês que mantém negócios com o governo. Na época, o político negou irregularidades e disse que não renunciaria.
Na sexta-feira, a Procuradoria-Geral abriu uma segunda investigação contra Jerí pelo crime de “tráfico de influência”, devido à suposta intervenção do político na contratação de nove mulheres para cargos no governo entre outubro e janeiro. A investigação tem como objetivo determinar “se o presidente exerceu influência indevida nessas nomeações”.





