Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

PF mira delegado e ex-secretário suspeitos de favorecer TH Joias

Fabrízio Romano e Alessandro Pitombeira Carracena são alvo da operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido da Polícia Federal

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 mar 2026, 11h49 • Atualizado em 9 mar 2026, 12h33
  • A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira, 9, o delegado federal Fabrízio Romano, sob suspeita na investigação que atingiu o ex-deputado estadual TH Joias, preso por envolvimento com o Comando Vermelho. A prisão foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido da própria PF.

    O delegado foi preso na Operação Anomalia, que mira também advogados e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena. Segundo a Polícia Federal, eles agiam como intermediários de propinas do tráfico de drogas ao delegado, em troca de informações e influência.

    “Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas”, informou a PF.

    Os policiais federais cumprem quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão. Os crimes investigados são associação criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

    A ação faz parte da força-tarefa permanente Missão Redentor II, criada por determinação do STF na “ADPF das Favelas” para identificar as organizações criminosas em atuação no Rio de Janeiro, sobretudo suas lideranças, movimentações financeiras e conexões com grupos políticos.

    Continua após a publicidade

    A investigação aponta a participação de um homem com histórico criminal que, segundo a PF, atuaria na facilitação política e operacional do grupo em Brasília. 

    Advogado, Carracena foi secretário municipal de Ordem Pública da capital, na gestão de Marcelo Crivella (Republicanos) na prefeitura do Rio, em 2020, e secretário estadual de Esporte e Lazer do Rio, na gestão do governador Cláudio Castro (PL), em 2022. Ele já havia sido preso em setembro do ano passado em outra operação da Polícia Federal, a Zargun, que atingiu também TH Joias.

    A prisão do ex-deputado gerou uma crise para a direita no Rio. TH Joias foi o pivô que arrastou Rodrigo Bacellar (União), presidente licenciado da Assembleia Legislativa, para o centro de suspeitas do vazamento de informações sigilosas da PF. Bacellar foi indiciado na semana passada pela Polícia Federal por organização criminosa e obstrução de Justiça. O relatório afirma que o deputado usou a “capacidade de interlocução e persuasão em todos os poderes do estado” para blindar aliados em troca de apoio político. Entre os beneficiados constam TH e o ex-governador Sérgio Cabral.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).