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PF indicia Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais três em investigação sobre ‘Estado paralelo’ no RJ

Com foro privilegiado, o desembargador Macário Judice não foi indiciado, mas caso será analisado pela PGR

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 fev 2026, 06h01 • Atualizado em 27 fev 2026, 06h44
  • A Polícia Federal concluiu as investigações contra o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, o desembargador do TRF-2 Macário Judice Neto e o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias. Num relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, no último dia 28 de janeiro, os investigadores indiciam Bacellar e Th Joias. Por ter foro privilegiado, Macário não foi indiciado no documento de 188 páginas, mas terá seu caso analisado na PGR.

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    Além dos políticos, os investigadores indiciaram a mulher de Macário, Flávia Judice, a mulher de Th Joias, Jéssica Santos e Thárcio Salgado, ex-assessor do parlamentar acusado de operar como uma espécie de financeiro do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

    Os políticos foram indiciados por organização criminosa, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e favorecimento pessoal.

    Os investigadores reuniram farto material probatório, a partir de grampos telefônicos, quebras de sigilo, imagens de câmeras de segurança e dados extraídos dos celulares dos investigados para estabelecer as relações entre os alvos da apuração.

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    Os dados colhidos pela PF a partir das buscas em imóveis de luxo de Bacellar, na Alerj e no TRF-2 apontam para indícios de tráfico de influência e existência do que os investigadores chamam de “Estado paralelo” na política e no Judiciário fluminense.

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    O material também descreve o uso de aparelhos telefônicos anônimos, os “celulares bomba”, chamados assim por estarem em nome de laranjas, e manobras para ocultar movimentações financeiras e vínculos políticos suspeitos.

    A PF cita documentos encontrados no gabinete de Bacellar, com pedidos políticos de diferentes parlamentares, e conecta os investigados a esquemas de desvio de recursos públicos e manipulação da máquina estatal para fins eleitorais e pessoais.

    Os achados da PF estão agora com o ministro Alexandre de Moraes, no STF, para que ele delibere sobre os próximos passos do caso.

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    Ao Radar, a defesa de Bacellar negou que ele tenha cometido irregularidades e classifica as acusações da PF de “ilações desamparadas” de provas.

    “Em relação ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas”, diz o jurista Daniel Bialski.

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