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Parlamentares pressionam Lula para vetar “PL da Devastação”, aprovado pela Câmara na madrugada de hoje

Texto, que flexibiliza regras de licenciamento ambiental, segue para sanção presidencial 

Por Valentina Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jul 2025, 18h00 • Atualizado em 17 jul 2025, 18h01
  • Deputados federais e estaduais têm usado as redes sociais para pressionar o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a vetar o Projeto de Lei 2159/2021, conhecido popularmente como “PL da Devastação” por viabilizar o afrouxamento de licenças ambientais. A medida foi aprovada durante a madrugada desta quinta-feira, 17, pela Câmara dos Deputados. Agora, Lula tem 15 dias para decidir pela sanção ou veto do projeto.

    A ministra do Meio Ambiente e deputada federal pelo partido Rede, Marina Silva, afirmou que “o texto fere de morte o licenciamento ambiental” e manifestou preocupação na internet ao apontar que o projeto pode limitar a atuação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), responsável legal por definir diretrizes nacionais para licenciamento.

    “Ao reduzir o papel do CONAMA, como propõe o PL, também se desmontam estruturas de cooperação que servem para prevenir tragédias, proteger nascentes, conter o desmatamento e garantir ar e água limpos. E são justamente as populações mais vulneráveis que mais sentirão as consequências desse retrocesso”, declarou Marina.

    Outros parlamentares também manifestaram indignação à aprovação da medida: “É um dia muito triste para o Brasil. Deixaram passar a boiada. Mas vamos tentar barrar com vetos do presidente Lula, com judicialização da questão”, afirmou a deputada federal Talíria Petrone (PSOL).

    Em documento assinado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) o projeto de lei é classificado como “o mais grave retrocesso ao sistema de proteção ambiental do país” por fragilizar as regras e mecanismos de análise, controle e fiscalização. O texto aponta ainda que a medida “ignora solenemente o estado de emergência climática em que a humanidade se encontra”.

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    No total, foram 267 votos favoráveis, sendo a maioria dos deputados dos partidos PL, União Brasil, PSD, PP e Republicanos, e 116 votos contrários, grande parte do PT, PSOL, PCdoB, PV e Rede. Apesar da orientação de José Guimarães (PT), líder do governo na Câmara, para que deputados da base votassem contra, Arlindo Chinaglia (PT) votou a favor. Em nota, o parlamentar alegou se tratar de um equívoco e associou o motivo do voto à instabilidades no sistema eletrônico da Câmara dos Deputados.

    “No momento da votação do parecer oriundo do Senado, o sistema voltou a operar – ainda com instabilidades – após mais de uma hora de suporte técnico. Na pressa para registrar meu voto, acabei me guiando por uma orientação referente a outra proposta e votei de forma equivocada”, afirmou Chinaglia.

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