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Paes convoca bate-papo na web sobre plano de educação

Votação marcada na Câmara para esta terça-feira pode ser adiada, após uma decisão da Justiça; professores continuam protestando no Centro do Rio

Por Cecília Ritto 30 set 2013, 19h00

Enquanto os professores do Rio de Janeiro se organizam em mais um protesto pelas ruas do Centro da cidade, nesta segunda-feira, o prefeito Eduardo Paes convoca a população a participar de uma conversa on-line. Ao lado da secretária municipal de Educação, Claudia Costin, ele promete explicar em detalhes o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações que levantou a ira dos grevistas. A categoria afirma que a proposta só beneficia 10% da categoria.

O projeto original foi encaminhado pelo Executivo à Câmara na semana passada, mas a votação foi suspensa depois da invasão do plenário pelos professores. O bate-papo será transmitido ao vivo em www.riosemprepresente.com.br/aovivo.

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Justiça – Em sessão marcada para esta terça-feira, os vereadores voltariam a apreciar a proposta, que recebeu 27 emendas. Entretanto, uma decisão judicial concedida nesta segunda pode invalidar a nova audiência. A juíza da 9ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Gisele Guida de Faria, anulou a reunião das comissões realizada no dia 23 de setembro sobre a rede municipal de ensino, que viabilizou a votação.

A determinação partiu de um parecer favorável a um mandado de segurança impetrado pelo vereador Jefferson Moura (PSOL) contra o presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB). Moura alegou violação do regimento interno, porque a reunião teria sido realizada à noite e sem convocação prévia de todos os parlamentares. A juíza considerou que “a inobservância de tal regra violou” o direito do vereador de participar do encontro. Até que a Casa se pronuncie nenhum encaminhamento pode ser dado sobre o caso.

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Protesto – Os educadores, que continuam em greve, mantém a pressão para tentar impedir a votação do projeto. As principais vias do Centro, como a Avenida Rio Branco, foram interditadas durante a passeata que rondou a Câmara de Vereadores desde o início da noite desta segunda-feira. Professores, mais velhos e sem nenhum objetos nas mãos, se viram do mesmo lado de integrantes do Black Bloc – grupo de preto a quem é creditado grande parte do vandalismo que se vê ao fim das manifestações.

O clima ficou tenso em vários momentos, com correria generalizada, levando o comércio a fechar as portas mais cedo. Ainda no início da tarde, um princípio de tumulto levou PMs a lançar gás de pimenta contra um grupo ainda pequeno de manifestantes. Já à noite, o protesto ganhou mais simpatizantes, lotando o entorno da Câmara. “Oh, oh, oh, vem para a rua, professor”, gritavam eles, sem poupar o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. Pelo menos uma pessoa foi detida no ato.

Márcia Foletto/Agência O Globo

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