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Os recados de Flávio Dino para a CPMI do INSS na decisão sobre amiga de Lulinha

Ministro do STF critica votação em bloco de quebras de sigilo, cobra fundamentação individual e alerta para risco de nulidade nas investigações

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 mar 2026, 16h56 •
  • A decisão do ministro Flávio Dino sobre a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger, que é amiga de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, virou também um recado direto à atuação da CPMI do INSS. No despacho, Dino reforça que comissões parlamentares de inquérito têm amplos poderes investigativos, mas precisam respeitar os mesmos limites constitucionais impostos ao Judiciário — sobretudo quando determinam medidas que afetam direitos fundamentais.

    Além de reafirmar a necessidade de motivação jurídica para quebra de sigilos, o ministro criticou a prática de votação “em globo” de requerimentos investigativos, classificando-a como incompatível com o devido processo legal.

    As CPIs podem investigar sem limites?

    Dino destacou que os poderes de investigação conferidos às CPIs pelo artigo 58 da Constituição não autorizam uma “devassa indiscriminada” na vida privada dos cidadãos.

    Segundo ele, decisões que atingem direitos fundamentais — como a quebra de sigilos bancário, fiscal ou telefônico — precisam ser fundamentadas de maneira clara e específica.

    Sem essa justificativa, o ato investigativo perde validade jurídica.

    O Congresso tem mais poder que a Justiça?

    Na decisão, o ministro reforçou que as CPIs possuem poderes equivalentes aos das autoridades judiciais — mas nunca superiores.

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    Isso significa que o Congresso pode determinar medidas típicas da investigação judicial, porém precisa cumprir os mesmos deveres constitucionais que se impõem aos juízes, incluindo a obrigação de motivar suas decisões.

    Por que Dino criticou a votação “em globo”?

    Um dos pontos centrais da decisão foi a crítica à prática de votar dezenas de requerimentos investigativos de uma só vez.

    Para o ministro, esse procedimento viola o devido processo legal porque impede a fundamentação individualizada de medidas que restringem direitos fundamentais.

    Na avaliação de Dino, garantias como sigilo bancário e fiscal não podem ser afastadas “no atacado”. Cada decisão precisa ser debatida, justificada e registrada individualmente.

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    O regimento do Senado permite esse tipo de votação?

    Permite — mas apenas em determinadas situações.

    O ministro reconheceu que o regimento da Casa autoriza votações em bloco para projetos legislativos. No entanto, ele afirmou que essa regra não pode ser aplicada automaticamente a medidas investigativas que envolvam restrição de direitos fundamentais.

    Nesse caso, trata-se de uma questão constitucional, não apenas regimental.

    Qual o risco jurídico para a CPMI?

    Dino alertou que investigações conduzidas sem observância dos requisitos legais podem resultar em nulidades processuais.

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    Segundo ele, procedimentos feitos de forma “atabalhoada” acabam sendo anulados posteriormente pelo Judiciário, o que pode frustrar a punição de eventuais ilícitos.

    VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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