Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Os planos de Márcio França para as eleições de 2026

Ministro do Empreendedorismo do governo Lula tem pretensões de concorrer ao governo de São Paulo, cargo que herdou de Geraldo Alckmin

Por Ricardo Chapola
9 dez 2023, 15h47

Ministro do governo Lula, Márcio França (PSB-SP) assumiu em setembro um novo posto em nome da governabilidade. O socialista foi remanejado para o Ministério do Empreendedorismo, uma pasta recriada pelo presidente da República que tem um orçamento menor em relação ao do Ministério de Portos e Aeroportos, até então comandado pelo ex-governador de São Paulo.

Com uma agenda menor , França tem aproveitado para fazer o que mais gosta: política, inclusive pensando também em seus planos para 2026. Uma de suas prioridades é concorrer ao governo paulista e, de preferência, com o apoio do PT.

Lideranças socialistas contam que a segunda prioridade do ministro é emplacar o vice-presidente Geraldo Alckmin novamente em uma chapa presidencial com Lula. Isso afastaria o ex-tucano da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes – para a qual ele, aliás, sempre é lembrado. Na semana passada, Alckmin, que também seu suas pretensões políticas, se reaproximou de João Dória, o ex-afilhado  responsável por sua saída do PSDB.

À frente do novo ministério e apesar da pouca estrutura que tem à disposição, França tem se dedicado tempo a reuniões com autoridades e representantes de empresas. De setembro para cá, já se encontrou com 48 parlamentares. Também visitou sete cidades diferentes. Três delas no Estado de São Paulo (Diadema, Mogi das Cruzes e Suzano), único estado que o socialista fez questão de visitar mais de uma vez.

Continua após a publicidade

O ministro de Empreendedorismo também tem novas bandeiras que devem servir de aposta para cacifar seu nome para 2026. Uma de suas ideias é estender o Desenrola — programa destinado a renegociar dívidas e limpar o nome de pessoas físicas — para microempresas.

O “microministério”

Márcio França integra o governo Lula desde o início da gestão, em janeiro. Começou o mandato como ministro de Portos e Aeroportos, mas, em setembro foi remanejado por Lula a fim de abrir espaço para o Republicanos na Esplanada. Deixou seu posto para Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) e assumiu o Ministério de Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A mudança foi considerada uma espécie de rebaixamento, até mesmo por França que, reservadamente, reclama que a estrutura tinha “micro” até no nome.

Esse posto, na prática, já existia, mas não tinha status de ministério. Era a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, vinculada ao Ministério da Fazenda, e dona de um orçamento de R$ 11 milhões. Só para se ter uma ideia da diferença: o orçamento da pasta de Portos e Aeroportos era de 10 bilhões de reais.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.