Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

O recado de Moraes e Toffoli que azedou o clima nos bastidores do STF

Caso Banco Master expõe conflitos de interesse, provoca reação de ministros do STF e aprofunda a crise de credibilidade das instituições

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 fev 2026, 13h10 •
  • O avanço das investigações sobre o Banco Master começou a produzir efeitos para além do Congresso e chegou diretamente à imagem do Supremo Tribunal Federal. O tema foi debatido no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, em conversa com o colunista Mauro Paulino, que avaliou o impacto político e institucional das revelações envolvendo ministros da Corte (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Em meio a um ambiente de forte desconfiança da sociedade em relação às instituições, as explicações públicas dadas por integrantes do STF acabaram ampliando — e não reduzindo — o desgaste.

    A reação dos ministros ajuda ou piora o cenário?

    Em manifestações públicas, Alexandre de Moraes reagiu às críticas afirmando que a magistratura é uma das carreiras mais restritivas do serviço público e que há uma “demonização” de atividades permitidas, como palestras e participação societária indireta.

    Dias Toffoli seguiu linha semelhante ao sustentar que magistrados podem ser acionistas, herdeiros ou proprietários rurais, desde que não exerçam gestão direta. Em tom irônico, chegou a questionar se ministros deveriam “doar bens à caridade” para evitar críticas.

    Para Mauro Paulino, no entanto, o problema central não é jurídico, mas simbólico.

    Continua após a publicidade

    O STF pode se dar ao luxo de parecer indiferente?

    “A magistratura não é uma carreira qualquer, e um ministro do STF precisa ter cuidados redobrados para transmitir independência e neutralidade”, afirmou Paulino. Segundo ele, a máxima de que “não basta ser honesto, é preciso parecer honesto” ganha peso ainda maior quando se trata da Corte Suprema.

    As falas públicas dos ministros acabaram “azedando” o ambiente interno do tribunal e enfraquecendo a tentativa do presidente da Corte, Edson Fachin, de avançar com a criação de um Código de Conduta Ética — iniciativa que já enfrenta resistências nos bastidores.

    Qual é o custo institucional dessa crise?

    O desgaste do STF ocorre em um contexto mais amplo de rejeição às instituições políticas. Mauro Paulino destacou que, embora a população nem sempre acompanhe os detalhes técnicos, ela percebe quando “há algo muito errado acontecendo”.

    Continua após a publicidade

    Esse tipo de escândalo, segundo ele, reforça a sensação difusa de que “nada na política presta” — percepção que se intensifica em ano eleitoral e compromete a confiança na democracia.

    “A imagem do Judiciário, assim como a de outras instituições, está mais negativa do que positiva. E cabe a elas se esforçar para reverter isso”, concluiu.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).