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O que os médicos de Bolsonaro disseram após exames na região da cabeça

Boletim médico divulgado nesta quarta pelo DF Star diz que ex-presidente teve 'densificação de partes moles na região frontal e temporal', mas descartou fratura

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jan 2026, 17h56 • Atualizado em 7 jan 2026, 18h22
  • Os médicos particulares que atendem o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgaram nesta terça-feira, 7, um boletim sobre o estado de saúde dele. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a ida ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização da exames na região da cabeça. Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Bolsonaro caiu na madrugada de terça, 6, e bateu a cabeça em um móvel na sala em que está preso.

    O documento confirma o traumatismo cranioencefálico — o que era uma das suspeitas da equipe médica — e afirma que não há necessidade de “intervenção terapêutica”. Não foram detectados danos na parte óssea nem indícios de sangramento cerebral. Os médicos dizem que há uma “leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita”, decorrente da batida.

    “Existem alterações decorrentes do impacto direto do trauma na região do couro cabeludo, em partes moles. Pelo que foi referido, não tem nenhuma alteração óssea nem intracraniana e, em geral, não há necessidade de nenhum procedimento cirúrgico pelo que foi identificado”, explicou, a pedido da reportagem de VEJA, Diana Santana, neurocirurgiã do Hospital Sírio Libanês e editora chefe da revista SBN Hoje.

    O ex-presidente já deixou o hospital e foi levado de volta para a sua cela na PF.

    Os médicos da Polícia Federal que analisaram Bolsonaro na terça descartaram a necessidade de levá-lo ao hospital e afirmaram que os ferimentos eram de natureza leve. Por isso, em um primeiro momento, Moraes negou o pedido da defesa para que ele fosse levado imediatamente ao pronto-atendimento. Mais tarde, os médicos particulares que atendem o ex-presidente apresentaram, através da defesa, um pedido de exames na região da cabeça, para checar se houve algum trauma.

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    Diante desses novos documentos, Moraes liberou a ida de Bolsonaro ao hospital na manhã desta quarta. Ele passou por três exames: tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. A equipe médica particular do ex-presidente concluiu que ele pode continuar sendo acompanhado pelos médicos assistentes e que não precisará permanecer internado por conta desse ferimento. A nota é assinada pelos médicos Claudio Birolini (cirurgião geral), Leandro Echenique (cardiologista), Brasil Caiado (cardiologista) e Allisson B. Barcelos Borges (diretor geral do DF Star).

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