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Moraes autoriza Bolsonaro a fazer exames após queda e batida na cabeça

Ministro autorizou deslocamento a pedido da defesa do ex-presidente; médico particular pediu exames de raio-x e tomografia

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jan 2026, 09h38 • Atualizado em 7 jan 2026, 11h07
  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou nesta terça-feira, 7, um pedido da defesa de Jair Bolsonaro e liberou o ex-presidente para ir ao Hospital DF Star, em Brasília, realizar exames após uma queda que ele teria sofrido dentro da cela em que está preso, na sede da Polícia Federal, na madrugada de terça, 6.

    Segundo a decisão (leia a íntegra ao final), Bolsonaro fará três exames na região da cabeça: tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Assim como foi na cirurgia de correção das hérnias inguinais, Moraes determinou que o transporte do ex-presidente seja feito de maneira “discreta”, entrando e saindo pela garagem do hospital. Bolsonaro será monitorado o tempo todo por agentes da Polícia Federal.

    Na manhã de terça, 6, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comunicou que o ex-presidente havia sofrido uma queda dentro da sua cela e batido a cabeça. Segundo ela, houve uma crise durante a madrugada e ele bateu a cabeça em um móvel. Um médico da PF avaliou a saúde do ex-presidente instantes depois e concluiu que ele sofreu apenas “ferimentos leves”, sem necessidade de ir ao hospital. Segundo o laudo, ele mesmo procurou o atendimento da corporação quando acordou.

    Com base nesse laudo, Moraes inicialmente vetou a ida de Bolsonaro ao Hospital. O ex-presidente passou uma semana internado nesse mesmo estabelecimento, para a cirurgia de hérnias e para interromper o funcionamento do nervo frênico, responsável pelas crises de soluço.

    Depois disso, um dos médicos particulares que atende Bolsonaro, Brasil Ramos Caiado, emitiu um pedido de exames, para investigar a possibilidade de traumatismo craniano. Foi levantada a hipótese de que o ex-presidente teria sofrido uma convulsão durante a madrugada. Com base nessa requisição, o magistrado liberou nesta quarta a realização dos exames, que devem ser feitos até o fim do dia.

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     Leia a íntegra da decisão do ministro Alexandre de Moraes

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