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O impacto para Lula da ameaça de greve dos caminhoneiros

Alta do diesel em meio à guerra no Irã acende alerta para paralisação e amplia risco político e econômico

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 mar 2026, 12h26 • Atualizado em 18 mar 2026, 12h38
  • O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou mais um foco de tensão em meio ao cenário já turbulento da economia e da política: a possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Impulsionado pela alta do diesel — influenciada pela guerra no Irã — o movimento tem ganhado força entre lideranças da categoria, que já falam abertamente em paralisação nacional. “Vai ter greve se for preciso, vamos fechar rodovias”, afirmou Wallace Landim.

    Nos bastidores, o temor é de repetição do cenário de 2018, quando o país enfrentou desabastecimento e paralisação generalizada.

    Por que a ameaça de greve voltou?

    O estopim da mobilização é a disparada no preço do diesel, que pressiona os custos dos caminhoneiros e reduz a margem de lucro da categoria.

    Segundo lideranças do setor, as medidas adotadas até agora pelo governo não surtiram efeito prático.

    A insatisfação levou à aprovação de paralisações em assembleias e à articulação de um movimento nacional envolvendo motoristas autônomos e transportadoras.

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    O governo está reagindo a tempo?

    Diante do risco, o governo mobilizou diferentes frentes para tentar conter a crise.

    Entre as ações estão: abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar preços; atuação do Ministério da Justiça e Segurança Pública; medidas de Renan Filho para garantir cumprimento da tabela do frete; articulação com o Confaz para possível redução do ICMS.

    Também há expectativa de negociação direta com Lula para evitar a paralisação.

    Quais seriam os impactos de uma paralisação?

    Para Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, o risco é elevado e imediato.

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    “É um problema muito sério se isso de fato acontecer”, afirmou.

    Ele lembra que uma greve de caminhoneiros afeta rapidamente toda a cadeia de abastecimento.

    “Isso gera desabastecimento em supermercados, falta de combustível e bloqueios em rodovias.”

    O impacto, portanto, vai além da economia e atinge diretamente o cotidiano da população.

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    O peso político pode ser ainda maior?

    Além dos efeitos econômicos, o risco político preocupa o Palácio do Planalto.

    Segundo Noronha, uma paralisação teria potencial de agravar o desgaste do governo.

    “Seria mais um desgaste tremendo, com impacto na avaliação e nos índices de intenção de voto.”

    A duração da greve será determinante: quanto mais longa, maior o dano à imagem do governo.

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    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

     

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